Justiça põe 14 no banco dos réus por prejuízos bilionários no Petros e no Funcef

Denunciados vão responder por gestão fraudulenta, corrupção e lavagem de dinheiro; força-tarefa da Procuradoria na Operação Greenfield ainda pede quase R$ 5,3 bilhões em multas e danos

Pedro Prata

12 de novembro de 2019 | 16h47

O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, aceitou denúncia e abriu ação penal contra 14 investigados por fraudes nos fundos de pensão Petros e Funcef que causaram prejuízos bilionários.

Os denunciados responderão por gestão fraudulenta, corrupção e lavagem de dinheiro, informou a força-tarefa do Ministério Público Federal na Operação Greenfield, que ainda pede quase R$ 5,3 bilhões em multas e danos.

As investigações foram aprofundadas com informações do acordo de delação premiada do empresário Joesley Batista, dono da J&F.

De acordo com a denúncia, o esquema foi feito entre aportes de capital dos fundos de pensão no FIP Florestal – cujos principais participantes eram Joesley e Mário Celso Lopes.

As investigações apontaram propinas de R$ 30 milhões aos gestores dos fundos para que a Florestal S/A fosse incorporada pela Eldorado S/A, o que teria beneficiado Joesley e Mário Celso.

A força-tarefa afirma que a manobra possibilitou aos dois empresários controlar uma grande empresa sem precisar realizar o investimento condizente.

“A partir de então, tiveram os investigados o porte necessário para obter, junto ao FGTS e Caixa (entre outros bancos), financiamentos e empréstimos que permitiram alavancar ainda mais o valor da Eldorado, gerando a empresa que hoje é uma das líderes do mercado de celulose no Brasil.”

Ao receber a denúncia, o juiz da 10.ª Vara da Justiça Federal/DF, Vallisney Oliveira, destacou que a peça acusatória ‘descreve de modo claro e objetivo os fatos imputados aos denunciados’.

Ele também afirmou não vislumbrar ‘qualquer elemento probatório cabal capaz de infirmar a acusação, sem prejuízo da análise particularizada com a eventual contraprova, nos termos do artigo 397 do Código Processual Penal’.

COM A PALAVRA, O FUNDO PETROS

A reportagem busca contato com o Fundo Petros. O espaço está aberto para manifestação.

COM A PALAVRA, O FUNCEF

A reportagem tenta contato com o Funcef. O espaço está aberto.

COM A PALAVRA, OS ACUSADOS

A reportagem abre espaço para manifestação de todos os acusados pelo Ministério Público Federal na Operação Greenfield. (pedro.prata)

https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/justica-poe-14-no-banco-dos-reus-por-prejuizos-bilionarios-no-petros-e-no-funcef/

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