Renda fixa inviabiliza atingir meta atuarial de EFPC’s


O gráfico anexo traz a curva de juros do título público NTN-B 2045, desde o seu lançamento, em fins de 2004, ou seja, há quase 15 anos.

Ontem, 23 SET 2019, sua taxa alcançou a mínima histórica, de 3,67% a.a., e isto sem considerar a sinalização do Banco Central de novos cortes da taxa SELIC, nas próximas reuniões do COPOM em 2019, que ocorrerão nos dias 29 a 30 OUT e 10 a 11 DEZ.

Nesse cenário, é razoável supor que há chances consideráveis da taxa desse título, e outros de prazo equivalente ou superior, rompa o piso de 3% a.a., o que representará um novo e diferenciado patamar de relevância para a renda fixa, reduzindo significativamente sua importância e presença em qualquer estratégia de investimento no País.

Serão novos tempos, com novos desafios para o mercado de capitais, cujos supervisores, BACEN e CVM principalmente, deverão recalibrar seus instrumentos de fiscalização e coibição frente às “espertezas” que costumam surgir nesse contexto, de forte crescimento de volume de negócios.

Augusto Miranda
Diretor da FUNCEF

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