PPSP’s superam a meta atuarial em quase 300% até julho

É com enorme satisfação que inauguramos esta Carta Mensal da DINV(1), apresentando os resultados alcançados até julho pela Petros.
Nossa carteira de investimentos apresenta uma rentabilidade muito boa, como se observa pelo desempenho dos três maiores
planos. Os planos PPSP-R e PPSP-NR, impulsionados pela gestão ativa de renda fixa e pelas carteiras de ações de governança,
acumulam retornos de 16,3% e 16,0%, respectivamente; enquanto o PP-2 acumula alta de 8,4%.

Esse ótimo desempenho atesta a saúde do nosso portfólio de investimentos e reflete a maturação dos ajustes iniciados em 2016,
com mudanças profundas na estrutura, nos processos e na governança da gestão da Petros.

Hoje, o patrimônio de R$ 98,9 bilhões da Petros nos coloca em posição de destaque no Brasil: no ranking de gestores de recursos
estaríamos entre os dez maiores, enquanto as carteiras acionária e imobiliária nos posicionariam entre as cinco maiores do país.

Encaramos com extrema responsabilidade a gestão desses recursos que garantem benefícios aos 144 mil participantes de nossos
37 planos, pois as vidas de mais de 500 mil pessoas são, direta ou indiretamente, afetadas pelo nosso desempenho. Hoje, nossa
equipe de gestão conta com profissionais qualificados atuando nos moldes das maiores gestoras do país. Agora, precisamos aperfeiçoar
nosso modelo de alocação de ativos para vencer o desafio da meta atuarial sob juros reais tão baixos.

O Brasil também vive um momento auspicioso na economia. A aprovação da Reforma da Previdência endereça nossa maior fragilidade
macro, permitindo vislumbrar um crescimento médio em torno do potencial de 2% ao ano. Uma taxa mais alta terá que aguardar
a maturação da agenda liberal em andamento cujo impacto positivo nos parece subestimado pelo mercado. A melhora na alocação
de capital e os ganhos na produtividade total dos fatores ampliarão o PIB potencial ao longo dos próximos anos.

O Banco Central avalia que “a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau
de estímulo” monetário o que, em nosso cenário base, levará a taxa Selic para inéditos 5% ao ano em 2019. É uma excelente notícia
para a economia, pois esse estímulo deve impulsionar a atividade, aumentando o emprego e valorizando os ativos brasileiros.

No entanto, o cenário de juros baixos cria um desafio para as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs) na medida
em que a rentabilidade dos títulos de renda fi xa terá um retorno consideravelmente abaixo das metas atuariais. Se a renda fi xa
render em torno de 7,5% (4% de infl ação e 3,5% de juros reais), atingir metas atuarias acima de 9% requer uma exposição em torno
de 30% a outros ativos que rendam, em conjunto, cerca de 15%. Em outras palavras, teremos que buscar ativos com maior retorno
esperado, o que implica um risco maior. Isso requer uma nova abordagem de gestão com um foco sobre a estratégia de alocação de
ativos como forma de diversificar os investimentos e manter controle sobre o risco global da carteira.

A fim de nos prepararmos para este novo momento, abrimos três frentes. Primeiro, junto com a Gerência de Gestão de Riscos e
Conformidade (GRC), iniciamos uma revisão do processo de ALM (Asset Liability Management – gestão dos investimentos com foco
no passivo atuarial) com o intuito de melhorar a coordenação entre premissas, modelo de ALM e Políticas de Investimentos. Em
segundo, um grupo da DINV está estudando as melhores práticas de gestão dos grandes fundos de pensão dos EUA e do Canadá,
dos endowments de universidades e de fundos soberanos. Por fi m, outro grupo que reúne GRC e DINV trabalha no desenvolvimento
de um modelo de otimização para a alocação de ativos sob as regras da Resolução CMN 4.661. A ideia é que estes estudos apoiem
a confecção das Políticas de Investimentos de 2020, viabilizando a consecução das metas atuariais nesse novo ambiente.

Esta Carta Mensal reforça o compromisso da Petros com a transparência. Assim, a DINV passará a comunicar a prévia(2) mensal do
resultado dos investimentos acompanhada de nossa visão sobre a economia e de uma breve explicação sobre a estratégia de gestão
dos ativos. O objetivo é proporcionar uma melhor compreensão da alocação estratégica e dar detalhes sobre a gestão ao longo do
mês à luz do cenário econômico e das expectativas de retornos para os ativos.

Espero que vocês apreciem esta iniciativa e nos tragam sugestões sobre como aperfeiçoar nossa comunicação.

Para ler a Carta Mensal da DINV clique aqui

Alexandre Mathias
Diretor de Investimentos

(1) DINV é o acrônimo pelo qual designamos a Diretoria de Investimentos.
(2) Estes dados preliminares referem-se à rentabilidade do mês para os investimentos de mercado, mas não para os empréstimos aos participantes nem para os imóveis.


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