Atuária e Seguridade: 1º Encontro Nacional tem ampla mobilização

Com público de mais de 260 participantes, o 1º Encontro Nacional de Atuária e Seguridade das EFPC, contou com forte mobilização para discutir temas fundamentais como o desafio da gestão do estoque de planos e as oportunidades com a Reforma da Previdência. Logo na abertura, o Diretor Vice Presidente da Abrapp, Luiz Brasizza, expressou o sentimento de otimismo em relação às perspectivas de retomada da atividade econômica do país e o resgate da importância da Previdência Complementar dentro das políticas do governo federal e do Ministério da Economia. O dirigente lembrou da retomada das atividades do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) que voltou a se reunir com novos representantes do governo.

Também na abertura, a Diretora da Abrapp, Liane Chacon, parabenizou o trabalho da Comissão Técnica de Planos Previdenciários pela organização do evento, o primeiro com a unificação de profissionais de atuária e seguridade. Reforçou ainda a importância das duas áreas para a gestão e fomento do sistema. Ela externou a alegria com a representatividade e comentou que o evento buscou balancear na programação tantos temas relacionados à melhor gestão do estoque como também com a visão de futuro. Colocou que além do compartilhamento, aquele era um momento de ouvir grupo tão seleto e abriu um link para a contribuição e envio de ideias inovadoras.

O Consultor da Mirador Atuarial, Sérgio Rangel Guimarães, abordou o tema da longevidade no primeiro painel do dia, com dados comparativos de aumento da expectativa de vida e utilização de tábuas de mortalidade em outros países. O especialista defendeu um tratamento mais acurado das hipóteses de sobrevivência no mercado brasileiro e propôs a utilização de tábuas de mortalidade geracionais. Ao contrário do modelo mais tradicional de tábuas estáticas (tipo AT 83 ou AT 2000), as geracionais incorporam anualmente mudanças nas hipóteses de longevidade.

Jordanno Nicoletta dos Santos, da i9 Advisory, falou sobre os desafios relacionados às taxas de juros, que estão nas mínimas históricas no mercado doméstico. Abordou a necessidade de maior diversificação, mas que os processos decisórios devem ser mais definidos e documentados. Na mesma linha, Christian Catunda, Diretor de Normas da Previc, ressaltou a importância do mapeamento e documentação dos processos de análise e decisão dos investimentos pelos dirigentes da EFPCs.

O primeiro painel contou com a mediação de João Marcelo Carvalho, Vice Presidente do IBA, que comentou um dos aspectos da PEC nº 6 referente aos fundos dos servidores públicos. Ele explicou que tanto as entidades abertas quanto as fechadas poderão administrar os planos dos servidores dos entes públicos. Porém, no caso das abertas, ainda existe a necessidade de aprovação de legislação específica para regulamentar a questão, de acordo ao Artigo 33 da PEC.

Compartilhamento de riscos – O membro da CT de Planos Previdenciários da Abrapp, Sérgio de Paula Cardoso, falou no segundo painel do dia sobre a relevância do desenvolvimento do mercado de compartilhamento de riscos, que possibilita a melhoria do sistema de entidades fechadas ao ampliar a cobertura oferecida em planos CD ou reduzindo o nível de risco de outros tipos de planos, em caso de demanda de patrocinadores. O especialista falou sobre as atividades do Grupo de Trabalho constituído pela Abrapp para tratar o tema e apresentou uma pesquisa que mostra o nível de interesse de compartilhar risco entre as EFPC.

Eugênio Guerim Jr., Diretor de Previdência da Mongeral Aegon explicou os produtos de cobertura de seguros voltados às entidades fechadas. Apresentou, por exemplo, o seguro por morte da carteira de empréstimos e as vantagens da contratação deste tipo de cobertura. Mediador do segundo painel, Geraldo Magela Lopes, Diretor da Prevue, comentou algumas opções de cobertura oferecidas pelas seguradoras para as entidades fechadas e destacou a importância da renda diferida. Ele alertou, porém, que as seguradoras ainda precisam entender melhor os riscos e coberturas dos planos de benefícios das EFPCs para oferecerem coberturas mais adequadas.

Fonte Abrapp

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