O calvário de Parente

Pedro Parente terá de se explicar mais uma vez à Comissão de Ética da Presidência da República. Desta vez, por ter anunciado sua demissão da presidência da Petrobras com a Bolsa de Valores em pleno funcionamento. O timing do anúncio causou estranheza entre os integrantes do colegiado. Eles querem entender melhor por que Parente não esperou o fechamento do mercado. O baque foi forte: no dia da demissão, a Petrobras perdeu 40,5 bilhões de reais em valor de mercado, chegou a ter queda de 20% na bolsa e os papéis da empresa tiveram negociação suspensa. A próxima reunião da comissão será no próximo dia 30, quando os conselheiros se debruçarão também sobre a defesa apresentada por Parente e pela própria Petrobras no processo, aberto a partir de reportagens publicadas por Crusoé, que esmiuça as sociedades do executivo com empresas interessadas em contratos com a estatal.

https://crusoe.com.br/edicoes/11/o-calvario-de-parente/

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