Novo diretor-geral da PF recebeu delegados e procuradores da Greenfield

Novo diretor-geral da PF diz que pretende reforçar número de delegados que atuam em inquéritos do STF

Fernando Segóvia também afirmou nesta terça (14) que PF e PGR atuarão em conjunto em investigações que tramitam no Supremo. Ele voltou a dizer que ampliará equipes em operações.

Na foto de arquivo, o novo diretor-geral da PF, Fernando Segóvia (esq.), cumprimenta o antecessor, delegado Leandro Daiello, após o anúncio da troca no comando da corporação (Foto: Divulgação, Polícia Federal)

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, afirmou nesta terça-feira (14) que avalia ampliar o número de delegados que atuam nos inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), que investigam suspeitos com prerrogativa de foro privilegiado, como políticos e magistrados.

Em uma rápida conversa com jornalistas, o novo diretor-geral também voltou a dizer que irá ampliar as equipes de policiais federais que atuam em operações, como a Lava Jato. Na semana passada, ele já havia dito que a Polícia Federal pretende “aumentar o combate à corrupção”.

Nomeado na última quarta (8) pelo governo para o comando da Polícia Federal (PF), Segóvia ressaltou que “foi detectado” que há investigações contra políticos que estão paradas atualmente na PF por falta de pessoal.

“Foi detectado que uma falta de contingente da PF tem deixado uma velocidade de produção um pouco menor do que talvez fosse o necessário” (Fernando Segóvia)

“Tanto que houve até uma reclamação de ministros do Supremo Triunal Federal de que algumas investigações nossas da PF junto ao Supremo estavam quase que paradas. Então, há uma necessidade hoje de ampliação no número de delegados para que as investigações tenham uma velocidade melhor“, complementou o novo diretor-geral da Polícia Federal.

Segóvia recebeu no fim da tarde desta terça delegados da Polícia Federal e procuradores da República do Distrito Federal que integram a força-tarefa da Operação Greenfield. A operação investiga supostos desvios de recursos nos maiores fundos de pensão do país.

Substituto de Leandor Daiello na Diretoria-Geral da PG, Segóvia assumiu administrativamente a chefia da corporação na última sexta (10), mas a cerimônia de posse oficial ocorrerá somente na manhã da próxima segunda (20), na sede do Ministério da Justiça, pasta à qual a Polícia Federal é subordinada.

Desde que assumiu a corporação, o novo diretor-geral tem feito um processo de transição com os atuais dirigentes da PF e tem escolhido os nomes que integrarão sua equipe.

Fernando Segóvia também disse que, em sua gestão, pretende trabalhar em parceria com a Procuradoria Geral da República (PGR).

A ideia, segundo o diretor-geral da PF, é avaliar com o novo diretor de Combate ao Crime Organizado, delegado Eugênio Ricas, e com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, alternativas para melhorar as investigações de combate à corrupção.

Apadrinhamento político

Ao final da entrevista, Fernando Segóvia foi questionado por repórteres sobre como ele responderia às insinuações que apontam alianças políticas envolvendo o nomeção dele para o comando da Polícia Federal.

Ao ouvir a pergunta, o chefe da PF agradeceu aos jornalistas e disse que precisava se retirar para se encontrar com o ministro da Justiça, Jardim Torquato, saindo sem responder ao questionamento.

https://g1.globo.com/politica/noticia/novo-diretor-geral-da-pf-diz-que-pretende-reforcar-numero-de-delegados-que-atuam-em-inqueritos-do-stf.ghtml

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