Previ realiza Seminário de Políticas de Investimentos

Data da Publicação: 29/6/2017
Foi realizada ontem a terceira edição do Seminário Previ de Políticas de Investimentos. O evento reuniu diretores, técnicos e conselheiros da Previ, além de representantes de outras entidades fechadas de previdência complementar e da Previc, Abrapp, ICSS e Sindapp, com o objetivo de incentivar o debate sobre os desafios das EFPCs em busca da rentabilidade para cumprir seus compromissos previdenciários.

Gueitiro Genso, presidente da Previ e do Conselho Deliberativo da Abrapp, abriu a terceira edição falando da importância da formulação de um dos documentos balizadores da gestão da entidade:

“Discutir a Política de Investimentos para nós não é só mais um rito no calendário anual. É a discussão que vai fazer a gente ter êxito na entrega da nossa missão. Administrar a longo prazo é administrar bonança e escassez. Nos 113 anos em que a Previ existe, já passamos por esses momentos. O que permite cumprir a nossa missão é ter uma Política de Investimentos clara, robusta e de longo prazo. Muitas vezes olhamos para a previdência complementar, para o tamanho do patrimônio dos fundos, e ficamos imaginando que somos investidores. Investimento é uma forma de cumprir a nossa missão, de pagar benefício de forma eficiente, segura e sustentável. E para que essa estratégia seja levada com eficiência e com eficácia, precisamos de uma Política de Investimentos forte”, disse.

Para o Presidente da Abrapp, Luis Ricardo Marcondes Martins, que falou ao jornalista Jorge Wahl, da Abrapp, “eventos como esse são especialmente importantes por mostrarem o alto grau de profissionalismo com que as entidades fechadas administram os recursos dos trabalhadores”. Também estiveram presentes o Vice-presidente da Abrapp, Luiz Paulo Brasizza, o Presidente do ICSS, Vitor Paulo Camargo Gonçalves, e o Presidente do Sindapp, Jarbas de Biagi.

Por meio de uma visão ampla e contextualizada da formulação das políticas de investimentos e estratégias de alocação de ativos, o evento incentivou a disseminação da cultura de investimentos no âmbito da Previ, além de buscar a integração das entidades com os principais agentes do mercado de investimentos. O seminário foi dividido em quatro painéis, com os temas “Panorama para Elaboração das Políticas de Investimentos 2018-2024”, “Gestão de Alocações em Ambiente de Queda nas Taxas de Juros”, “A indústria da Previdência Complementar” e “Desafios e Perspectivas da EFPC”.

Silvio Rangel, diretor superintendente da Fundação Itaipu Brasil de Previdência Complementar, membro do Conselho Deliberativo da Abrapp e integrante da Comissão Técnica Nacional de Investimentos da Associação, ministrou a palestra “Estratégias de Alocação de Ativos à Luz das Regras de Precificação e Solvência”, no terceiro painel.

Utopia – “Na medida e que as pessoas enxergam os riscos, percebem os riscos, aquela percepção do risco futuro acaba interferindo na realidade presente e modificando o curso das ações no presente. Então, enxergar o risco é muitas vezes um fator de modificação do próprio presente e do futuro. Mas a nossa sociedade, com as ferramentas de avaliação de risco, tem uma pretensão de ter controle sobre tudo. Queremos nos proteger de todos os riscos possíveis. E isso é uma promessa de segurança que não existe. Imaginem o que teria acontecido com os grandes navegadores se tivessem tentado se proteger naquela época, naquela realidade, com aquele nível de informações, de todos os riscos. Até hoje não teríamos descoberto a América e o mundo seria um lugar totalmente diferente. A premissa de proteção de todos os riscos futuros, que nós achamos possível, é uma utopia. Devemos saber que os riscos existem, saber medir os riscos e tomar os riscos.

O pior risco que existe é o que você não conhece. Mas não podemos ter o melhor dos mundos, como uma aposentaria vitalícia, começando a se aposentar aos 50 anos de idade, com uma renda alta e uma contribuição baixa e sem risco nenhum na gestão dos recursos. É uma realidade que não fecha. Como não fecha, a gente tem que ter consciência dos riscos que estão inseridos no processo de gestão. “O problema de visão do risco futuro, e eu gosto muito dessa frase do Ariano Suassuna, é que ‘o pessimista é um chato, o otimista é um tolo, bom mesmo é ser um realista esperançoso’, que é o nosso viés aqui. Temos que enxergar a realidade,” completou.

Fábio Coelho, diretor superintendente substituto da Previc, apresentou a palestra “Desafios e Perspectivas das Entidades Fechadas de Previdência Complementar”, em que abordou alguns assuntos relacionados a governança do investimento e a aspectos regulatórios.

“Nos anos recentes, de 2014 para cá, tivemos mudanças regulatórias extremamente relevantes. Isso se reflete na atuação das entidades do país. Essas mudanças passaram em grande medida por aquela trinca de resoluções do CNPC, começando pela resolução que tratou de aspectos de precificação de passivo, definindo duração, taxa de juro atuarial, como isso era empregado, passando pela precificação de ativos, regras de solvência. Uma grande mudança de paradigma no relacionamento entre ativos e passivos”. ( Assessoria de Imprensa da Previ )​

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