Conselheiros de fundo de pensão foragidos

O material apreendido pela Polícia Federal na operação que cercou os conselheiros do fundo de pensão dos Correios, o Postalis, entrega mais gente da direção.

Dois são considerados foragidos, e uma diretora de análise está na mira. Os dados apontam para ingerência de dois senadores do PMDB em aplicações suspeitas que deram prejuízos de mais de R$ 500 milhões.

Dois conselheiros detidos são ex-carteiros, sem qualquer experiência no setor, e apenas assinavam os papéis como paus-mandados.

Fundo de pensão dos Correios adquiriu centenas de milhões de reais em papéis das dívidas públicas da Venezuela e Argentina, países quebrados e sem condições de honrar os débitos
A Polícia Federal descobriu um rombo surreal no Postalis, o fundo de pensão dos Correios, após colocar as mãos na papelada apreendida na última operação que prendeu conselheiros. O fundo adquiriu centenas de milhões de reais em papéis das dívidas públicas da Venezuela e Argentina, países quebrados e sem condições de honrar os débitos. Foi durante a gestão do PT. Os investigadores rastreiam a papelada para saber quem deu a ordem que causou prejuízo.

Na canetada

Os conselheiros, apadrinhados políticos, passaram por cima do grupo de análise de risco, cuja maioria dos pareceres eram contrários aos investimentos que deram problema.

No vermelho

O Postalis tinha R$ 6 bilhões em caixa. Com as maracutaias descobertas pela PF, tem pouco mais que R$ 1,5 bilhão de reserva e patrimônio.

http://www.jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/postali-parte-1/

http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/postali-parte-2/

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