Email ao Presidente da PETROS – DESFAÇATEZ E INDECÊNCIA

Senhor  Presidente,

Em resposta ao informativo da PETROS  sobre as causas do para o déficit apresentado, permito-se também, engrossar a fileira daqueles já se manifestaram  contrários  sobre as informações prestadas

Assim,  a PETROS, na tentativa de preparar o espírito de seus participantes sobre o fato de terem que assumir parte do pagamento do grande déficit  que ora se apresenta, vem de nos apresentar as razões  que  levaram  a este déficit.

Contudo, o faz subestimando a nossa Inteligência, ao   apresentar de forma lastimável e inaceitáveis, como causa do déficit, a mudança de perfil familiar,  o cenário econômico  e o passivo jurídico com ações de Níveis, PCAC, RMNR. colocações estas, já dissecadas   a exaustão de  forma brilhante e incontestável  por abnegados  participantes e experts no assunto.

Todavia,  embora possam ter sido  esgotados  estas contestações, alguns aspectos  ainda  merecem ser enfatizados  e que estão a merecer uma resposta mais transparente da PETROS.

Assim, dentro das justificativas  apresentadas para o déficit, como leigo, começarei a falar sobre o cenário econômico que, estranhamente, ao que nos parece, somente, atingiu os fundos de pensão das estatais, justamente, aqueles dirigidos por “competentes sindicalista”,  haja vista, que o fundo da Vale, vem apresentando superávit a mais de 10 anos, inclusive,  vem distribuindo aos seu participantes os resultados destes superávits.

Um outra causa,  não abordada, deveu-se aos   investimentos temerários, praticados ao longo dos anos, todos eles  de cunho políticos, como participação acionária no ITAUSA, com prejuízos  irrecuperáveis que devem montar uns 5 bilhões, entre valor investido e rendimentos pífios e outros como Lupatec (0,55 bi), Invepar(1,3 bi) Fundo Vale (1 bi)Sete Brasil( 1,4 bi) DASA (0,53 bi) Brasil Pharma (0,4 bi) Telemar ( 1 bi) e Usina Belo Monte (0,55 bi) (dados levantados pelo participante SERGIO SALGADO), isto sem falar na dívida da PETROBRAS no Acordo de Obrigações Recíprocas,  e que somados devem atingir a casa dos 10 bilhões.

Quanto ao passivo jurídico com ações de Niveis, PCAC, RMNR, englobando   o espúrio acordo para a extensão do pagamento dos níveis a todos que não ingressaram na justiça e que devem somar mais uns 5 bilhões.

Sobre este  e encargo  assumido pela PETROS e que até hoje não foi discutido,   decorreu por  estrito conluio  com a PETROBRAS  e a FUP, isto porque, sob a minha ótica, a PETROS nunca foi responsável direta pelo não pagamento dos percentuais relativos aos níveis e assim,  quando das primeiras ações de níveis surgidas, a PETROS ao invés de defender o nosso patrimônio, contestando na justiça que não lhe cabia a responsabilidade do pagamento destas ações pois, em cumprimento ao  disposto no Regulamento do Plano de Benefícios, a sua responsabilidade é reajustar os benefícios complementares com base nos reajustes concedidos aos ativos e implementados nas  tabelas salariais divulgadas, ela se insurgiu contra os participantes que buscaram no judiciário, as devidas reparações , apresentando como argumentos principais, incompetência da justiça do trabalho para julgamento dessas ações, prazos prescricionais e por último,  o direito pretendido e que as patrocinadoras se defendiam como sendo concessões previstas nos planos de carreira e assim, estas ações, não só de níveis, como o PCAC e as RMNR’s,  deveriam ser ajuizadas contra as patrocinadoras e que, se ganhas, como foram,  estas deveriam ser incluidos estes ganhos nas tabelas salariais, acompanhados dos aportes necessários pelas patrocinadoras.

Portanto, como se vê,  estes prejuízos somam 15 bilhões e que, em relação ao déficit atual de 20 bilhões, restaram 5 bilhões que, junto com outros menores  de ordem conjuntural,  devem ser creditados a má e incompetente gestão que vem sendo praticada em nossa PETROS ao longo destes anos e que a PETROS insiste em transferir para os participantes as causas para o déficit apurado.

STEN IO DOS SANTOS STHEL

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