Funcef contrata escritório para buscar ressarcimento por perdas com Sete Brasil

A Funcef contratou um escritório de advocacia e pretende entrar com um processo de arbitragem na Justiça para buscar ressarcimento das perdas que sofreu por aplicações na Sete Brasil. A entidade já fez um provisionamento de 100% do valor investido, que vai constar no balanço de 2015, e que soma aproximadamente R$ 1,3 bilhão. A opção do fundo de pensão da Caixa de buscar um ressarcimento na Justiça não envolve uma ação coletiva de outros investidores. “Cada acionista está tomando uma decisão”, explica Maurício Marcellini, diretor de investimentos da fundação. “Tomamos a decisão de contratar o escritório para avaliar as possibilidades que teríamos para buscar o ressarcimento junto aos responsáveis por esse prejuízo que tivemos”, acrescenta o executivo, que prefere não tornar público o nome do escritório.

Marcellini diz também que ainda não estão definidos quem serão os entes que a Funcef, por meio do escritório, vai acionar na busca pela recuperação dos investimentos. "O escritório esta avaliando”, afirma o dirigente da entidade. “É um dever fiduciário da fundação buscar a responsabilização do prejuízo causado”.

O diretor lembra que a CPI dos fundos de pensão recomendou o aprofundamento das investigações justamente na carteira de estruturados das fundações, na qual se encontram os investimentos na Sete Brasil e também na OAS, empreiteira envolvida na Operação Lava-Jato. “Entendemos que fomos vítimas de um processo como vários outros agentes ao confiar naquele investimento”.

OAS – Em relação à OAS, Marcellini explica que a Funcef já está em um processo de arbitragem contra a empreiteira, que corre no momento em segredo da Justiça, o que impede a divulgação de maiores detalhes. A informação disponível até o momento é a de que a Funcef aportou R$ 200 milhões na empresa, valor também já provisionado como perda no balanço.

O fundo de pensão tinha o compromisso de aportar R$ 200 milhões adicionais na empresa, mediante a apresentação de um plano de negócios da OAS. Como a empreiteira entrou em recuperação judicial e não apresentou o plano, o aporte não ocorreu. “Estamos no processo para recuperar os R$ 200 milhões investidos inicialmente, assim como também para responder aos questionamentos da OAS pelo aporte que não foi feito”.

http://www.investidorinstitucional.com.br/index.php/br/investidoronline/15348-funcef-contrata-escritorio-para-buscar-ressarcimento-por-perdas-com-sete-brasil.html

Print Friendly, PDF & Email