Os patetas dissimulados e a nossa gente descompensada

Caros participantes da Petros, boa tarde !!!

Peço desculpas a todos, mas certamente este nosso grupo só tem gente descompensada.

Neste último dia 24, o conselheiro eleito “indicado pelo CDPP” Fernando Siqueira, esteve no Sindipetro LP falando também sobre o débito da Petrobrás com a Petros. Ou seja, enganou os velhinhos que sequer percebem o tamanho do chumbo grosso que vem por aí. Como aconteceu até agora, as entidades e suas lideranças não permitem que se faça o contraditório e sequer o Siqueira ousou abrir a palavra para debate de problemas tão sérios e que merecem ser elucidados a todos. Perdeu quem deveria ser informado, como sempre o participante.

Com a mensagem abaixo, trazendo artigo do conselheiro eleito “indicado pelo CDPP” Paulo Teixeira Brandão, o assunto se repete como mantra, para ver se nossos velhinhos se acalmam.

Pedimos a todos que analisem um único item: o débito da Petrobrás para com a Petros.

O fechamento do balanço da Petros em 31/12/2013, conforme já informado em diversas ocasiões foi manipulado de várias formas, com a clara intenção de se evitar que o déficit da Petros ultrapassasse 10% do valor dos seus ativos, com o único intuito de jogar para adiante a discussão imediata que isso provocaria e obrigar a ratear esse déficit:

 

  1. a) avaliação irreal de ativos (sete brasil, Invepar, norte energia etc.)
  2. b) manipulação de ações Itaúsa em bolsa – não apurado pela CVM
  3. c) alteração de valores em Vale e fundo Vale
  4. d) avaliação injustificável do AOR – Acordo de Obrigações Recíprocas em 47%.

 

Com isso o déficit, que alcançou R$6,8bi em novembro de 2013 foi rebaixado em R$4,4 bilhões, fechando na pedalada, em R$2,4 bilhões.

Voltemos à questão dos R$ 9,1 bilhões devidos pela Petrobrás à Petros, citados pelos conselheiros “indicados pelo CDPP”.

Para começar, as contas e alegações do Brandão e Cia. somente fariam sentido se os tais de R$9,1 bilhões da suposta segunda metade do AOR exacerbado para disfarçar o rombo em 2013 teriam que estar considerados no passivo para comporem o déficit. Não estão. No momento em que, por algum milagre impossível, do tipo que os governistas vendem a torto e a direito, a Petrobrás aportasse essa grana, ela teria que ser reconhecida no passivo também, senão a Petrobrás estaria doando para a Petros e seu presidente e conselho de administração se veriam em má situação frente à lei das SA e, de novo e mais ainda, frente aos acionistas minoritários que, no mundo todo, estão furiosos com o aparelhamento que destruiu a companhia. Aparecendo no ativo e no passivo, a situação do déficit simplesmente não se alteraria, havendo apenas uma diminuição percentual do mesmo.

Eles não sabem mais o que fazer para nos enganar e salvar a quem eles defendem com unhas e dentes. Até há pouco, quando o Henrique et caterva não haviam ainda sido espicaçados pelo nosso abaixo assinado ameaçador, até reconheciam algumas besteiras nos investimentos. Agora tudo sumiu, o rombo não é rombo, não existe, simplesmente é débito da patrocinadora e fim de papo. 

Está na hora de enquadrá-los por falsidade ideológica praticada em prejuízo de idosos. 

É surreal que os conselheiros eleitos, “indicados pelo CDPP”, tenham produzido o parecer de 2014 onde fizeram a seguinte inserção (para apoiar a recusa da aprovação do parecer pelo CF):

E usam de artifícios para justificar a pedalada que agora são os conselheiros que querem aplicar nos participantes, como recurso próprio para defender os gestores da Petros, quando usam dados que eles mesmosquestionam a veracidade.

Em outubro de 2015, aquela metade do valor da dívida prometida pagar em 2028,  está contabilizada como R$ 9,1 bilhões.

Se esses 9,1 bilhões contabilizados no ativo são a metade da dívida ainda sendo cobrada, pois a ação civil pública não transitou em julgado, porque dois sindicatos (FNP) continuam cobrando, numa conta simplificada faltam outros R$ 9 bilhões.

Feita a contabilização em 2007, apenas da metade dos valores, conforme acordados nos autos da ação civil pública, para serem honrados “somente” em 2028, o déficit técnico sumiu e mais uma vez ficou demonstrado que o “rombo” nunca existiu, pois o déficit – que é apenas técnico – se transformou, imediatamente, em superávit técnico.

Mas, agora, tendo o Plano Petros do Sistema Petrobras – PPSP e o Plano Petros Ultrafértil apresentado déficit técnico, embora, inferior a outros já demonstrados, voltam às mídias o “rombo nos fundos de pensão” e, em boa hora, nova CPI é implantada para apurar as responsabilidades do déficit técnico.

Não existe o valor que eles alegam ou eles mentiram quando fecharam o balanço de 2013 (vide o parecer anexo).

De qualquer forma, explicado os dados totalmente duvidosos contidos no arrazoado do Brandão, vamos à questão final.

A Petrobrás está, informação passada em grupos de whatsapp entre participantes que trabalham na área financeira da empresa, sem qualquer condição de se reerguer, literalmente fazendo dívida cara para pagar dívida barata (os juros dos empréstimos aumentam na medida em que sua avaliação de risco desce), vendendo ativos em condições de negócios da China. Fosse uma empresa totalmente privada, estaria em acordo judicial.

Alguém, entre nós, que ainda contamos e raciocinamos, considera que a presidenta vai obrigar o BNDES injetar R$25 bilhões do dinheiro público na Petrobrás e a Petrobrás, pegará daí R$ 20 bilhões de injetará como aporte na Petros para liquidar alguma dívida (que ela não reconhece)? Algum juiz aceitará decidir no mérito e reconhecer essa situação?

Será que sou eu o pessimista ou será que esses conselheiros viajaram completamente na maionese?

Ambos afirmam que a atual gestão da Petros não tem responsabilidade na atual situação da Petros mas não respondem tecnicamente como alguém consegue tornar um déficit de R$6,9 bilhões em mais de 3 vezes o seu tamanho? Esquecem que ele aceitou o Acordo de Níveis sem cobrar o aporte da Petrobrás. Se não houver pedalada e considerando a nova discussão em cima da família real, nosso déficit que sem essa questão, bateria os R$20 bilhões, vai saltar para R$25 bilhões e eles não tem culpa????

Façam as contas do que diz o Siqueira no vídeo e verão que ele esqueceu da aritmética básica, as contas não fecham.

Aconselho a todos vocês guardarem esta mensagem completa, junto com o vídeo do Siqueira para cobrarem de todos quando a discussão do rateio, do seu valor total e dos responsáveis pela divisão vier à tona, a partir do fechamento do balanço de 2015.

Por último, só para esclarecer a todos se estamos com déficit técnico ou com rombo, deixamos claros a todos que se R$25 bilhões forem definidos como déficit técnico os participantes pagarão só a metade do valor. Porém, se esses R$25 bilhões ficarem definidos como Rombo será a patrocinadora somente a responsável pelo pagamento da outra metade.

Deu para entender?

Sérgio Salgado

ET1 – com a contribuição do Raul Rechden, fonte preta em itálico

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