Thais Brescia, deixou a Petros e nega ser sócia de Alexandre Romano, o Chambinho.

Em nota ao Antagonista, Thais Brescia, que deixou a Petros na quinta-feira 19, nega ser sócia de Alexandre Romano, o Chambinho.

“Nunca fui sócia de Alexandre Romano e tão pouco da VIS. E posso facilmente provar isso. Tão pouco fui Diretora da VIS, prestei consultoria técnica, auxiliando em avaliação de investimentos, no âmbito do Mercado de Capitais. Deixei a Fundação Petros na última quinta feira, certa de que fiz um bom trabalho ao longo dos últimos meses. Sou uma profissional de mercado financeiro, tenho e sempre tive uma reputação ilibada e não tenho nada que me desabone nesses mais de 16 anos atuando neste mercado.”

Para entender esta intrincada operação reproduzimos um infográfico que abriráem outra página.  Vale compreender antes de continuara leitura.  CLIQUE AQUI e aguarde a montagem da página.

O esquema de Chambinho na Petros

Alexandre Romano, o Chambinho, foi apontado pela Lava Jato como controlador da empresa VIS Investimentos (antiga Nexpar), especializada em estruturar negócios no setor de energia e imóveis com recursos dos fundos de pensão.

Uma das principais executivas da VIS Investimentos era Thaís Gaudino Brescia, que tem em seu currículo passagem por BVA e Banco Espírito Santo. Brescia é hoje coordenadora de investimentos da Petros, o fundo de pensão dos servidores da Petrobras.

Ela também preside o Conselho Fiscal da Sete Brasil, indicada pela Petros.

Lício da Costa, atual diretor de investimentos da Petros, era diretor da empresa VIS Investimentos e tinha como sócios Alexandre Romano, ex-vereador do PT de Americana, conhecido como Chambinho, preso em Curitiba, Eduardo Evangelista, parceiro do petista no escritório de advocacia Oliveira Romano Associados, e Thais Brescia, alçada a gerente de crédito privado da Petros.

O Antagonista foi informado de que o Conselho Fiscal da Petros fez um questionamento formal à Diretoria Executiva da Petros sobre as recentes denúncias publicadas aqui e em outros órgão de imprensa.

Uma delas trata da nomeação de Thaís Brescia para a gerência de investimentos da Petros. Brescia, apadrinhada por Carlos Gabas, foi sócia de Alexandre Romano, o Chambinho, preso na Pixuleco II.

Enquanto Fernando Baiano prestava seus últimos depoimentos à força-tarefa da Lava Jato no mês passado, seu amigo e parceiro de cobertura Marcos Duarte fechou com a Petros, o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, um contrato para gestão de R$ 400 milhões em ativos.

A Polo Capital, de Duarte, foi contratada ao lado da Brasil Plural e da Canvas (ex-Península Investimentos), para a gestão de três carteiras de créditos inadimplentes que somam R$ 1,3 bilhão.

As carteiras de crédito com problemas da Petros são formadas por 65 ativos inadimplentes e 4 adimplentes.

 

Como funcionaria o esquema, segundo integrantes da CPI dos Fundos de Pensão? Num cenário de superávit, a Petros teria condições de negociar em cada empréstimo ou investimento realizado um deságio vantajoso para a entidade. Não era o caso, pois as operações do fundo de pensão dos servidores da Petrobras davam prejuízo. Por isso, a orientação interna, após a intervenção comandada por Gabas e De Paula, era que fossem feitas verificações de carteiras de títulos do fundo com recebimentos duvidosos, promovendo a troca de seus gestores. Em geral, os diretores da Petros indicados por Gabas, ao avaliar os créditos, concluíam que só podiam recuperar 50% deles, quando em muitos casos, segundo a CPI, a porcentagem passível de recuperação era maior. “Mas isso não interessava ao esquema, pois dessa forma eles tinham poderes de negociar uma taxa de sucesso maior. Quando o gestor informa que ele recuperou 80% em vez dos 50%, ele ganha uma taxa de sucesso entre 10% e 20% do total arrecadado”, afirmou um dos denunciantes à CPI. Quem realizava toda essa operação era o escritório de advocacia Oliveira Romano Associados da dupla Alexandre Romano e Evangelista, especializado em recuperação de créditos e contratado como terceirizado. Só na Petros, a carteira de crédito, gerenciada hoje por Brescia, ex-sócia da VIS Investimentos, portanto ex-sócia de Chambinho, soma cerca de R$ 3 bilhões.

http://www.istoe.com.br/reportagens/440647_OS+ESQUEMAS+DO+MINISTRO+MOTOQUEIRO?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

http://www.oantagonista.com/posts/fundos-de-pensao-na-delacao-de-chambinho

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/pt-criou-maquina-de-corrupcao-para-financiar-um-projeto-de-poder/

Exclusivo: Amigo de Baiano fechou contrato com a Petros

http://www.oantagonista.com/posts/ex-petros-nega-sociedade-com-chambinho

 

 

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