Os que dão golpe e roubam, escapam, não vão presos e os participantes dos FUNDOS DE PENSÃO é que pagam a conta?

Sr. Procurador da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol,

Meus caros amigos, bom dia!!!

Está sendo construído mais outro golpe contra as fundações privadas (PETROS, PREVI, FUNCEF, VALIA), por parte dos mesmos atores, conduzidos, não tenham dúvidas, pelo principal diretor dessa tragédia, o GOVERNO FEDERAL. Estão negociando novo aporte na Sete Brasil: entre R$500 milhões e R$1 bilhão.

Como a Petros detém 17,65% (valor idêntico ao da FUNCEF) das cotas do FIP Sondas, seguramente vamos enterrar nesse absurdo entre R$88,25 milhões a R$176,5 milhões. Já temos enfiado lá sem grandes chances de recuperação o equivalente a R$1,393 bilhão.

Detalhe 1, a Funcef está registrando seu 3º déficit consecutivo e está detalhando a forma dos seus participantes dividirem o prejuízo causado por gestores, todos incompetentes e manipuladores contábeis, a mando do Governo Federal.

Detalhe 2, a Fundação Petros entrou, neste fechamento de 2014, em seu 2º déficit consecutivo, só não está alcançando os 10% delimitadores que provocam a divisão do prejuízo com a patrocoinadora, por pura magia, perpetrada por seus gestores anteriores no fechamento das contas de 2013, quando derrubaram esse déficit, que alcançava em novembro/2013 mais de R$7 bilhões, portanto acima dos 10% previstos e com a anuência da sua patrocinadora, PETROBRÁS que, num momento financeiro crucial, teria que dividir o rombo em que ela ajudou a enfiar seus participantes, com esses mesmos participantes e aceitou reavaliar um crédito atuarial pagável somente em 2028 em mais de 47%.

A SETE BRASIL está enfiada até a raiz dos cabelos na Operação Lava Jato, várias empreiteiras que participam da construção das sondas estão com seus diretores engaiolados, umas pedindo para sair e outras aguaradando para serem saídas.

Um dos seus credores, o Standard Chartered Bank, está executando suas garantias, vide colagem a seguir de artigo extraído do UOL

A Sete Brasil, principal parceira da Petrobras na exploração do pré-sal, sofreu um duro golpe. Um de seus credores estrangeiros, o Standard Chartered Bank, entrou com pedido de execução de garantias do empréstimo concedido à empresa.

A Folha apurou que o banco já acionou o FGCN (Fundo Garantidor da Construção Naval), fundo administrado pela Caixa Econômica para assegurar o pagamento aos credores em caso de calote.

Em carta ao fundo, o Standard Chartered pede para sacar sua cota no fundo –o que pode ser negado pelo fundo.

A reportagem não obteve a informação do valor do empréstimo, mas apurou que é maior do que a cota do banco no fundo –um sinal de desespero diante da situação da Sete Brasil, já que prefere garantir um valor menor.

Envolvida na Operação Lava Jato, a companhia não consegue um financiamento de US$ 9 bilhões prometido pelo BNDES quando a empresa foi criada, em 2010.

Como não obteve os recursos do BNDES, a Sete tomou R$ 12 bilhões com bancos – alguns deles são também sócios no negócio. Esses empréstimos venceram, e a Sete não consegue pagá-los.

O Standard Chartered fez parte de um grupo de bancos estrangeiros que, juntos, concederam R$ 2,6 bilhões à Sete. Esses financiamentos, chamados empréstimos-ponte, venceram novamente nesta terça (17). Eles já tinham sido renegociados anteriormente. O Standard foi o primeiro a “jogar a toalha” porque não acredita que haverá uma saída para a Sete.

No entanto, a informação prestada ao Valor tem tudo para ser mentirosa, com alegação que o Chartered executou suas garantias porque estava sendo deixada de lado, vejam abaixo

Seis bancos concederam esse tipo de empréstimo à Sete Brasil: Itaú BBA, Santander, Bradesco, Standard Chartered, Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal. Na sexta feira, o britânico Standard Chartered entrou com pedido de execução de garantias do empréstimo, junto ao Fundo de Garantia para a Construção Naval (FGCN), administrado pela Caixa.

A cota do banco britânico é estimada em US$ 150 milhões, um valor bem inferior ao dos outros bancos. Segundo uma fonte envolvida nas negociações recentes, o banco britânico decidiu executar sua garantia porque não teria sido incluído nas conversas. Há dois problemas com a solicitação: o FGCN foi criado para cobrir apenas 50% dos empréstimos ponte concedidos à Sete Brasil e os recursos do fundo ainda não foram integralizados pelo Tesouro Nacional.

O BNDES travou empréstimos negociados lá atrás, quando explodiu a Operação Lava Jato, e só se dispôs a liberá-los via os demais bancos nacionais que, nesse caso, assumiriam os riscos. Notem que as fundações nem dos riscos poderiam se safar. Os bancos, estes, reclamam pois não querem perder jamais.

É chocante que, da parte dos órgãos midiáticos não haja qualquer cobrança severa em relação às contas de chegar que fazem com o dinheiro que deve bancar benefícios de aposentados e pensionistas que contribuíram (e ainda contribuem) a vida toda para ter uma velhice dignificada.

Pergunta que não pode calar: Porque será que essa mídia informa orgulhosamente que cada vez vivemos mais? Viver miseravelmente, é isso? Toda vez que os capitalistas arrombam a nação o resultado é pago rebaixando a vida social dessa população, é isso mesmo?

Mais fácil seria providenciar uma lei limitando nossa existência até 60 anos e, a partir daí, como em alguns filmes, poderiam nos levar para morrer em um canto qualquer, pois para nada mais servimos.

É mesmo tudo muito triste e desalentador.

Sérgio Salgado

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