Lava Jato atrás de “Batman”

A Polícia Federal emitiu um alerta para a Interpol incluir na sua lista de procurados Rodrigo Garcia Berkowitz, o “Batman”. Assim era chamado Berkowitz, funcionário da Petrobras nos Estados Unidos, na troca de e-mails e de mensagens dos participantes do esquema de corrupção desbaratado hoje na Operação Sem Limite, 57ª fase da Lava Jato.

A PF já cumpriu sete dos 11 mandados de prisão que constam na operação, deflagrada na manhã desta quarta, 5. Berkowitz é uma das três pessoas que devem ser presas que estão no exterior. Carlos Roberto Martins Barbosa, o “Phil Collins”, como era chamado na troca de mensagens dos envolvidos no esquema, não foi preso por estar hospitalizado. “Batman” é acusado de receber 2 milhões de dólares em propinas.

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, as investigações indicam a existência de um esquema em que empresas pagavam a funcionários da Petrobras por facilidades e melhores preços em operações de compra e venda de petróleo. O inquérito levantou provas do esquema até meados de 2014, mas os investigadores não descartam a hipótese de os crimes terem continuado ou ocorrido em outras áreas da empresa.

O total de propinas que teria sido pago a funcionários da Petrobras entre 2009 e 2014 chega a 31 milhões de dólares, dos quais 11 milhões de dólares desviados de operações com três grandes empresas estrangeiras: a Vitrol, a Transfigura e a Glencore.

A PF e o Ministério Público investigam se houve omissão dolosa do ex-diretor Paulo Roberto Costa (foto) sobre o esquema. Costa foi beneficiado por um acordo de colaboração premiada com a Lava Jato, mas é obrigado a revelar todas as informações que tinha sobre crimes na Petrobras.

“Se caracterizada a omissão dolosa, ele perde os benefícios do acordo”, avisou o procurador Athayde Ribeiro Costa, do Ministério Público Federal em Curitiba.

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