Previ lança Guia de Melhores Práticas ASGI

A maior entidade fechada do país lançou nesta semana o Guia Previ de Melhores Práticas de ASGI em Investimentos. O lançamento foi realizado durante o Seminário de Políticas de Investimentos, realizado nesta terça, 12 de junho, no Rio de Janeiro (clique aqui para ler matéria). “O objetivo do guia é produzir diretrizes e orientações para as demais entidades interessadas em adotar ou aprimorar os critérios ASGI – uma sigla para práticas Ambientais, Sociais, de Governança Corporativa e Integridade – utilizados em suas Políticas de Investimentos, buscando propiciar a evolução do sistema de previdência fechada no Brasil”, diz comunicado da entidade.

O envolvimento da Previ com essas boas práticas vem de longa data, com ações como o lançamento do Código Previ de Melhores Práticas de Governança Corporativa. Outra ação pioneira da entidade é a participação no desenvolvimento da iniciativa internacional Princípios para o Investimento Responsável, o PRI, da qual é signatária desde 2006.

Previ, Petros, Funcef e agora a Valia deram continuidade à realização de eventos conjuntos. Depois de um primeiro seminário sobre Fundos de Investimentos em Participações (FIPs) organizado pela Previ em parceria com Petros e Funcef, em fevereiro de 2018, agora foi a vez de um grande evento para discutir Políticas de Investimentos. Realizado nesta terça, 12 de junho, no Rio de Janeiro, o seminário reuniu cerca de 400 pessoas, entre especialistas, dirigentes, conselheiros e profissionais das quatro entidades.

“É uma honra compartilhar este evento com Petros, Funcef e agora com Valia. Estamos falando de quatro fundações que somam ativos da ordem de R$ 350 bilhões. Portanto, a frase juntos somos mais fortes é plenamente aplicável”, disse Gueitiro Genso, Diretor Presidente da Previ. O dirigente complementou com informações sobre o sistema de Previdência Fechada como um todo, que acumula recursos de R$ 850 bilhões e que paga regularmente R$ 50 bilhões por ano.

“A Previdência Fechada é um setor que deve participar das discussões sobre as soluções para os problemas do país. São R$ 850 bilhões que podem ajudar no funding para o crescimento da economia do país”, comentou Gueitiro, que também é Presidente do Conselho Deliberativo da Abrapp. Ele reforçou a importância da política de investimentos como instrumento da governança. “Em especial a política de investimentos é o que materializa a governança da Previ. É a política de investimentos que dá um norte para nós, é a bússola que dá uma direção para nossos investimentos. É o mesmo que representa a bússola para a história da navegação”, disse o Diretor Presidente da Previ.

O Diretor Presidente da Petros, Walter Mendes, coincidiu com a utilização da ferramenta. “A política de investimentos é nosso guia ao longo do tempo, é o que mantém a disciplina de nossas áreas de investimentos”, disse na abertura do seminário. O dirigente continuou afirmando que a política é um instrumento que ganha maior relevância em um momento em que se enfrenta o desafio da queda das taxas de juros reais, e que as metas atuariais ainda são altas. Ele lembrou ainda que nos últimos dois anos, as entidades têm fortalecido a atuação conjunta não apenas em seminários, mas também em eventos específicos em relação à participação das empresas e no desenvolvimento da governança das instituições.

Desafios – Os dirigentes e profissionais das entidades abordaram os desafios das políticas de investimentos para os próximos anos, em especial, no cenário de queda das taxas de juros reais. “Estamos empenhamos em tornar nossa política de investimentos cada vez mais adequada aos grandes desafios do longo prazo. É muito importante manter a visão de longo prazo, pois nosso objetivo é pagar benefícios ao longo dos anos”, explicou Edécio Brasil, Diretor Superintendente da Valia. Apesar de adotar uma visão de longo prazo, o dirigente alertou que é necessário manter também um “olho” no curto prazo. “Não podemos nos esquecer de manter um olho no curto prazo, na conjuntura, para aproveitar oportunidades importantes que precisam ser capturadas com o maior profissionalismo possível”, disse o Diretor Superintendente da Valia.

O Diretor Presidente da Funcef, Carlos Vieira, lembrou que as entidades realizam a gestão de planos em distintas fases de maturidade. “Vários de nossos planos já estão na fase de maior pagamento de benefícios, por isso, precisamos buscar um perfil adequado dos investimentos. Outros planos estão ainda em fase predominante de acumulação, e necessitam de outras estratégias”, comentou. Vieira também reforçou a ideia central do evento de união de forças entre as quatro entidades. “Entramos em um processo sinérgico de discussão de nossas políticas de investimentos. É um processo muito salutar para o sistema. Tem nos permitido o aprimoramento das políticas de investimentos e práticas de governança”, comentou Vieira.

Previc – O Diretor Superintendente Substituto da Previc, Fábio Coelho, também realizou apresentação durante o seminário. Entre outros temas, comentou a 2ª edição do Relatório de Estabilidade da Previdência Complementar (REP) – ver abaixo. “Chamamos a atenção para a dinâmica extremamente positiva para a solvência em nosso setor. Depois de sair de um ano muito difícil de 2015 para um período de dois anos de recuperação. Houve redução do déficit agregado”, disse. Ele também abordou as novas regras de investimentos da Resolução CMN 4.661. O Superintendente participa de evento da Abrapp sobre a nova resolução no próximo dia 19 de junho (leia mais).

O sistema Abrapp, Sindapp e ICSS esteve presente ao seminário realizado no Rio de Janeiro. Participaram pela Abrapp, o Diretor Executivo Guilherme Velloso Leão, o Superintendente Geral, Devanir Silva; pelo Sindapp, Rubens Scaff Jr; e pelo ICSS, Vítor Paulo Gonçalves, entre outros representantes.

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