Quem são os possíveis compradores do refino da Petrobras

Petrobras divulga teaser com informação da venda de parte de sua capacidade de refino

Última atualização em 27/04/2018

A Petrobras divulgou nesta sexta-feira (27/04) o teaser com as informações de venda de participação de 60% em dois grupos de ativos, um no Nordeste e um no Sul. Os empreendimentos representam 36% da capacidade de refino do país. Levando em conta a fatia posta a venda, será alienada 21,6% da capacidade de refino nacional.

De acordo com o documento, o comprador deve obrigatoriamente ser uma empresa com receita anual acima de US$ 5 bilhões e que possua ou opere ativos de produção, refino, transporte, logística ou distribuição de petróleo derivados ou investidores financeiros como fundos de investimento, bancos de investimentos, entre outros com ativos sob gestão acima de R$ 1 bilhão. O interessado pode ser uma única empresa ou grupo de empresas em consórcio.

Levantamento feito pela Brasil Energia Petróleo indica que existem mais de 50 grandes empresas petrolíferas que se encaixam nessa descrição. Entre elas estão as maiores refinadoras do mundo, como a Exxon, Shell, Sinopec, BP, CNPC, Chevron, Total, Rosneft e Repsol, todas com negócios no Brasil. Entre os fundos e bancos de investimentos há uma infinidade deles, mas chama especial atenção Mubadala, Engie, Pátria Investimentos e Macquarie, que disputam a compra da rede de gasodutos da TAG e a própria Brookfield, que levou a NTS no ano retrasado.

Ativos

Conforme antecipado ao mercado no dia 20 de abril, o cluster do Nordeste será composto por duas refinarias – Rlam e RNEST -, 770 km de oleodutos, incluindo o Orsub ligando a Rlam aos Terminais de Jequié e Itabuna; Orpene L1/14”, Orpen 12” e Orpene 8”, ligando a Rlam ao Complexo Petroquímico de Camaçari. Entre os terminais estão incluídas as instalações de Candeias (Bahia), Itabuna (Bahia), Jequié (Bahia), Madre de Deus (Bahia) e Suape (Pernambuco).

O consumo de combustível na região Nordeste vem crescendo em média de 1.76%, considerando o período de 2012 a 2016. Nesse mesmo período, o crescimento médio nacional foi de 1%.

As duas refinarias representam 19% da capacidade de refino no país. Em 2017, a Rlam processou 200 mil barris/dia, ante uma capacidade de 333 mil barris/dia. Já a RNEST processou 68 mil barris/dia de petróleo no ano passado, com uma capacidade de 130 mil barris/dia.

O cluster Sul será composto pela Refap e Repar, que representam 17% da capacidade de refino do país, com 207 mil barris/dia cada. Estão incluídos ainda 736 km de oleodutos, incluindo o Ospac, ligando a Repar aos Terminais de Guaramirim, Itajaí e Biguaçu, Olapa, ligando a refinaria ao Terminal de Paranaguá, Ospar, ligando ao Terminal São Francisco do Sul, Orsul 6’‘ e ORSUL 10”, ligando a Refap às unidades industriais de Triunfo (Braskem), Oscan 16’‘ I e Oscan 22”, ligando a Refap ao Terminal de Tramandaí.

Os terminais incluídos são Paranaguá (Paraná), São Francisco do Sul (Santa Catarina), Guaramirim (Santa Catarina), Itajaí (Santa Catarina), Biguaçu (Santa Catarina), Niterói (Rio Grande do Sul) e Tramandaí (Rio Grande do Sul).

O Cluster Sul tem previsão de crescimento estável da demanda nos próximos anos.

https://bepetroleo.editorabrasilenergia.com.br/quem-sao-os-possiveis-compradores-do-refino-da-petrobras/

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