Retomada das obras do Comperj deve ter início no segundo semestre

Petrobras estima que devem ser gerados cerca de 5 mil empregos na região

Ramona Ordoñez02/04/18 – 19h52

RIO – A Petrobras estima para o início do segundo semestre a retomada das obras da Unidade de processamento de Gás Natural (UPGN) no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí. No último dia 28, a Petrobras assinou contrato com o consórcio formado pela chinesa Shandong Kerui e Método Potencial no valor de R$ 1,9 bilhão para realização das obras.

As antigas obras do Comperj estão paradas desde 2015. A Petrobras decidiu construir a UPGN na área do Comperj, por ser uma unidade fundamental para receber o gás natural que será produzido nos campos do pré-sal na Bacia de Santos a partir de 2020. No comperj, cujo projeto original previa a construção de uma refinaria, foram gastos cerca de US$ 14 bilhões. A paralisação das obras gerou forte impacto em Itaboraí e demais municípios vizinhos, com o desemprego de cerca de 30 mil trabalhadores.

Agora, a Petrobras busca aproveitar parte da área do Comperj para construir a UPGN. De acordo com o Gerente do Empreendimento na Petrobras, Frederico Doher, na fase de elaboração do projeto de engenharia serão gerados menos empregos, mas já a partir do segundo semestre o consórcio vencedor iniciará a contratação de mão-de-obra para o início das obras civis. O executivo estima que no início de 2019 deverão estar sendo gerados cerca de 5 mil empregos diretos.

Frederico Doher destacou que a UPGN faz parte do Projeto Integrado Rota 3, que inclui, além da unidade de processamento de gás natural, uma série de outras obras dentro do Comperj, O executivo informou ainda que as obras da parte terrestre do gasoduto estão em processo de licitação. O Projeto Rota 3 está entre os empreendimentos prioritários da Petrobras e compreende um conjunto de dutos, gasodutos, a UPGN no Comperj – que será responsável pelo processamento de 21 milhões de metros cúbicos de gás natural. Também serão construídas no Comperj unidades chamadas de utilidades (infraestrutura administrativa e operacional), além de unidades fornecedoras de insumos, como água, energia elétrica, vapor, ar comprimido e tratamento de efluentes.

– As obras da UPGN vão gerar vários outros pequenos contratos para outras obras que serão necessárias no local, como a contratação de fornecedores para vários insumos – explicou Frederico, estimando que, ao todo, as obras exigiram investimentos da ordem de R$ 4 bilhões.

https://oglobo.globo.com/economia/retomada-das-obras-do-comperj-deve-ter-inicio-no-segundo-semestre-22549222

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