Acusado de terrorista no passado Sérgio Salgado é cobrado a dizer: “Eu não disse?”

Caros participantes, bom dia!!!

 

José Luiz, dou a mão à palmatória, você está coberto de razão, É SIM NECESSÁRIO DIZER A TODOS “EU NÃO DISSE ? – assim, colei a mensagem que lhe fiz ontem, abaixo desta.

 

Também sou pré-70, portanto quis o momento que, injustamente, eu não fizesse parte de parte (sic) do equacionamento absurdo que a Petrobrás e o Governo Federal (ambos os grandes responsáveis por tudo isso) estão enfiando pela goela de assistidos e ativos do PPSP. Há valores percentuais que ultrapassam os 40% de desconto (sem que se possa, ainda por cima, abater esse total como despesa no Imposto de Renda, pois o governo quer manter os seus custos às nossas custas) e, no caso dos assistidos, num momento grave da vida que gera despesas elevadas por conta da saúde que vai se debilitando.

 

Injustamente e por um motivo muito simples e citado no comunicado de um dos conselheiros eleitos mas reforçado muito mais corretamente pelo Presidente da Petros, Sr. Wálter Mendes, e também totalmente identificável no Fato Relevante feito ao mercado financeiro pela Petrobrás. Nossa questão não temtanto a ver com o problema estrutural ou até mesmo com o problema das dívidas que ainda restariam a pagar por parte da patrocinadora (e que estão em disputa há mais de 10 anos, sem qualquer solução à vista, ou qualquer luz ao final do túnel, ao contrário, temos é muito blá blá blá) como querem nos fazer crer todos os que de alguma forma estiveram na linha de frente da gestão, do comando ou da fiscalização.

 

O conselheiro eleito, FINALMENTE, reconhece, após muitos anos, que os investimentos são responsáveis por 40% desse equacionamento mas o Sr. Wálter Mendes eleva o valor a 60% e, neste caso, entre os dois, certamente é ele quem está mais perto da realidade. Da minha parte considero que o valor é ainda maior e se aproxima dos 70%. A própria patrocinadora deixa antever esses valores elevados mas tira o dela da reta ao afirmar que a questão é meramente problema de mercado ou seja, ela nada tem a ver com o que os gestores por ela indicados (A MANDO DO GOVERNO FEDERAL) fizeram com o nosso patrimônio.

 

Portanto, os pré-70 teriam que participar dos 60% (nas contas do conselheiro eleito), dos 40% (nas contas do presidente da Petros) ou dos 30% (pelas minhas contas), já que esses valores não estão atrelados ao item IX do artigo 48.

 

A Petrobrás teria arcado com o aporte dos pré-70, conforme consta do simulador aberto no Portal da Petros, MAS, E OS INVESTIMENTOS CRIMINOSOS O RATO COMEU ????

 

ATENÇÃO!

As informações a seguir são uma simulação. Estes números não têm valor legal e ainda podem sofrer alterações.

 

Nome: SERGIO SALGADO

Matrícula Petros: 031.953-1

Parte superior do formulário

PETROBRAS – APOSENTADO – 5936153

Você não vai precisar contribuir para o equacionamento, porque faz parte dos “Pré-70”, grupo que possui uma contabilidade própria dentro do PSSP e teve as despesas de previdência complementar cobertas pela patrocinadora.

 

Parte inferior do formulário

 

Fica claro, portanto que esse equacionamento está totalmente fora da realidade e punindo injusta e desigualmente à somente parte dos participantes, além de não ir na raiz dos seus verdadeiros autores. Só para se ter uma pequena ideia, há uma denúncia do Funaro a respeito do Wágner Pinheiro que não deu depoimento na cpi dos fundos de pensão porque pagou por fora para os caras que faziam a triagem, entre eles um que pensei ser honesto, o deputado Sérgio Souza, relator da cpi, no valor de R$ 9 milhões e um desses conselheiros eleitos argumentou que nós teríamos colaborado com essa não participação do Wágner Pinheiro. Os outros dois ex-presidentes, Luiz Carlos Afonso Fernandes e Carlos Fernando Costa, também estão denunciados em propina na Operação Greenfield

 

Na verdade, somente uma situação pode desmentir essa injustiça (e novamente pensamos nos investimentos irregulares), a saber, a questão da valorização totalmente irreal da Acordo de Obrigações Recíprocas (o AOR) que saltou para quase R$ 12 bilhões, embutindo, conforme chamei a atenção nas ocasiões próprias, a manipulação do déficit, ou seja, como nossos investimentos vinham fazendo água, há grande possibilidade que a valorização do AOR serviu para esconder o que vinha ocorrendo e aí de fato a Petrobrás assume o pagamento dos investimentos criminosos com os pré-70, pois eleva o registro contábil em outros R$ 5 bilhões – insisto, fora da realidade.

 

Os R$ 5,2 bilhões jogados à conta da Família Real é outro crime de lesa pátria pois somente agora está sendo realizado um recadastramento e queriam nos fazer crer que os velhinhos estavam produzindo filhos à vontade, contra a própria natureza. As despesas com as ações de níveis estão cobertas, R$ 4 bilhões, registrados no balanço da Petrobrás. Falta somente o pagamento do acordo criminoso (sim, criminoso, pois foi feito por duas entidades, com 3 pareceres contrários, para uma terceira pagar, a Petros) do Acordo de Níveis, outros R$ 3,5 bilhões.

 

O mais incrível ainda é ver que um dos grandes responsáveis por entregar de bandeja o PPSP aos nossos algozes, sequer tem qualificação aceita pela PREVIC para ser conselheiro eleito.

 

De se notar que todos agora enxergam que aquilo que o nosso grupo cansou de chamar a atenção durante vários anos a respeito das diversas estripolias que vinham sendo cometidas pelos gestores partidarizados da nossa Fundação estavam aquém da realidade, pois eram mesmo muito piores. Não somos ou fomos terroristas como quiseram lhes fazer crer todo esse pessoal que, totalmente sem conhecimento ou noção do que se discutia, defendia em muitos casos tais absurdos. Há vários exemplos que agora constam também de comunicado feito por outro conselheiro, dando os valores (e certamente com eles concordando – só agora?) levantados pela Diretoria Financeira da Petros.

 

Chegaram a defender um desses investimentos na CPI da Petrobrás e agora concordam que o prejuízo foi total, R$ 2 bilhões na Sete Brasil. Todos agora reconhecem aquilo que o Domingos de Saboya publicou em junho de 2011, Itaúsa foi sim sempre um investimento sem liquidez, mas todos eles defenderam a besteira cometida pelos conselheiros deliberativos eleitos que aprovaram a operação.

 

Nessa briga judicial vamos ter que fazer duas peritagens amplas e irrestritas, nos investimentos e no passivo.

 

Podemos sim, dizer de boca cheia, conforme sugere o José Luiz, nós não avisamos?

 

Sérgio Salgado

 

ET – ainda vamos tomar conhecimento de quantos participantes enfartaram por conta dessa desumanidade

 

Veja a troca de e-mails

Eu não disse

 

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