Aldemir Bendini e Henrique Jägger são destituídos de conselhos da PETROS

Petros passa a ter 64% de conselheiros externos

Com a implementação da nova política para seleção de membros de conselhos de administração e fiscal nas empresas em que tem participação relevante, a Petros passou a ter 64% de conselheiros externos, ante um patamar anterior de 8%.

A proporção aumentou, embora o número de conselheiros tenha diminuído. Atualmente, o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras possui 28 assentos em conselhos, entre titulares e suplentes, ante 37 em outubro passado. O número de empresas em que a Petros tem assento caiu de 14 para 9.

Entre os novos representantes eleitos pela entidade está o conselheiro profissional Marcio Guedes Pereira Junior, que assumiu um assento pela fundação na Indústrias Romi. Ele participa de conselhos em outras empresas como Light e Cia. Hering.

Nomes como o do ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendini, que representava o fundo de pensão na BRF, e o ex-presidente da Petros Henrique Jägger, que era conselheiro na Paranapanema, deixaram seus assentos. O atual presidente da Petros, Walter Mendes, passou a participar de dois conselhos, na Invepar e na Itaúsa.

A nova política de seleção de conselheiros foi adiantada ao Valor por Mendes em janeiro. Com a medida, a Petros passa a ter um banco de conselheiros independentes, classificados a partir critérios como formação acadêmica e trajetória corporativa.

A meta é que pelo menos dois terços dos assentos sejam ocupados por conselheiros externos, praticamente em linha com o patamar atual. As regras estabelecem limite de dois assentos por conselheiro, no caso dos titulares, para maior dedicação à função. Também preveem rotatividade no quadro de representantes indicados pelo fundo de pensão.

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