Um AOR2 à vista ???

 

balança2

Sérgio Salgado

 

Abaixo análise que fizemos (com a participação de mais 6 mãos) sobre o impacto que ativo e passivo provocaram no volume colossal do nosso déficit (no PPSP), R$ 22,1 bilhões em dezembro de 2015 e que só veio a ser tornado público, oficialmente, confirmando informações que já havíamos antecipado muito antes, a partir do início de agosto de 2016. Esse resultado vai provocar o equacionamento do rombo que nos causaram, entre a patrocinadora e os seus participantes: meio a meio. Os valores até agora não estão definidos, sequer ocorreu qualquer reunião entre as partes.

 

No entanto, em sendo dramática a situação financeira da nossa Fundação Petros, enfiada até o pescoço em ativos SEM QUALQUER LIQUIDEZ, bem como da sua principal patrocinadora, a Petrobrás, que se envolveu em operações criminosas que acabaram por praticamente deixa-la na lona, vendendo ativos importantes, além de pegar empréstimos para pagar outros empréstimos anteriores, é necessária que a discussão desse equacionamento provoque de fato ou de direito, num primeiro momento, a entrada de dinheiro vivo, principalmente da parte da Petrobrás, ainda que esteja na situação aqui grafada.

 

A discussão de a quem cabe a culpa, entendemos nós, é uma situação à parte e que deve correr em paralelo, sem que porém impeça em nenhum momento que o incontroverso seja pago. Ou seja, há um valor definido? Então ele deve entrar de imediato na Petros, sob pena de também nos desfazermos de ativos líquidos para pagar benefícios (nossa preocupação, sem termos dados confiáveis para conferir, é que isso já esteja ocorrendo!!!)

 

Essa análise que ora fazemos, tenta explicar ou alertar nossas entidades e nossos participantes com a história que foi apresentada por nossos conselheiros em seus últimos encontros, com a obrigatoriedade de ações que façam a Petrobrás reconhecer dívidas passadas e atuais (o que consideramos correta) porém que deixam o pagamento das dívidas em suspenso, ou seja, não bastou um bastardo AOR e que esses conselheiros identificaram e matraquearam aos quatro ventos, no exato momento da sua assinatura em 2006/2008 como pagamento contábil (que jamais irá se realizar, face a sua projeção para 16 anos – tempo de vida útil das pessoas/premissas que o provocaram, e o seu pagamento para 20 anos). Há no ar a proposta do AOR2 e agora por eles avalizada.

 

Sem dinheiro, sem conversa!!!

 

Além disso insistimos, a questão atuarial, em sua grande parte, terá que ser dividida entre nós e ela, a Petrobrás, porém o rombo causado pelos ativos temerários é responsabilidade única de dois fatores, o Governo Federal e a Petrobrás. Ao minimizar esse fato, insistindo que o passivo é responsável por mais da metade do rombo, como temos notado nas propostas dos nossos conselheiros, estes se juntam aos nossos inimigos e falam, juntos, a mesma linguagem. Na verdade, notem o gráfico que montamos sobre isso e percebam que essa questão é exatamente inversa ao produto que nos querem vender.

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