ATENÇÃO – TCU acata denúncia e reforça auditoria na PETROS

O Grupo em Defesa da PETROS – GDP não é uma entidade formal com CNPJ, mas atuando com apoios e grande conhecimento dos problemas, este batalhão aguerrido, vem obtendo êxito em diversas iniciativas.

Temos a obrigação de distinguir a liderança de Sérgio Salgado e sua abnegação e determinação na busca por justiça e reparação.

Caros participantes, boa noite!!!

Antecipando a grande discussão que teremos 60 dias após a publicação do rombo que a Petros irá apresentar, nosso grupo, inconformado com o absurdo da situação que gestores mal intencionados conduziram nossa fundação, vem trabalhando em denúncias a todos os órgãos que deveriam fiscalizar os fundos de pensão. Sempre é necessário repetir que para isso contamos com o apoio financeiro da AMBEP e do GDPAPE.

A partir da emissão de um Parecer Técnico que contratamos junto ao desembargador Sérgio D´Andréa, do Rio de Janeiro, apresentamos Representações ao Ministério Público Federal, no Rio de Janeiro, em Brasília e também, no Paraná perante os procuradores da Operação Lava Jato. Demos depoimento à Delegacia de Crimes Financeiros da Polícia Federal em São Paulo. Levamos nossos problemas ao crivo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), à Previc, ao Tribunal de Contas da União, ao Ministério Público Estadual de São Paulo e do Rio de Janeiro. Fizemos apresentações junto à Câmara dos Deputados, a primeira na Comissão dos Direitos do Consumidor e, a mais importante, à CPI dos Fundos de Pensão.

Todo esse trabalho que, a princípio, apresentava lentidão em seus resultados, em face da grande quantidade de pontas soltas, finalmente começa a produzir efeito a nosso favor. Não há qualquer sombra de dúvida que isso servirá também como base para a defesa (com ações jurídicas que necessitarão de Pareceres Técnicos, tanto atuarial quanto técnico financeiro) que seremos obrigados a fazer assim que se iniciar a discussão do rateio do prejuízo que nos causaram.

Resultados positivos (sustentando nossas denúncias sobre as operações danosas que eram executadas com o nosso patrimônio) foram apuradas pela Previc, punindo o ex-diretor de investimento Luiz Carlos Afonso. Posteriormente, face às nossas insistências baseadas em documentos da operação, apontaram o prejuízo de R$ 151,5 milhões, causado pela vendedora dessas ações à Petros, no caso a Camargo Correa. Evidente que nesta operação isso ainda é muito pouco e precisa que se vá mais fundo, pois neste caso específico há um prejuízo irrecuperável de mais de R$ 1 bilhão.

O Relatório Final da CPI dos fundos de pensão trouxe, como resultado auspicioso, o fato importante de pedir a investigação de todo o Conselho Deliberativo da Petros que aprovou a operação irregular envolvendo a compra das ações da Itaúsa. Deixou claro ainda operações que nos prejudicaram envolvendo investimentos temerários (Lupatech, Sete Brasil, Norte Energia etc.).

Neste último dia 20/6, recebemos a informação do Tribunal de Contas da União que aceitou denúncias que fizemos em 7 e 21 de julho de 2015.

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Essas denúncias (ITAUSA, LUPATECH, INVEPAR, FUNDO VALE, SETE BRASIL, DASA, BRASIL PHARMA, TELEMAR, BELO MONTE) expuseram a forma ruinosa com que os diversos ativos em renda variável foram tratados pela gestão da Petros, ao contrário do que afirmam os conselheiros eleitos da Petros bem como a própria gestão da entidade, e que corroboraram para o absurdo déficit que vamos ter no fechamento do ano de 2015, em vias de ser discutido no Conselho Deliberativo (prazo até 31/7/2016).

Há ainda uma outra representação apresentada ao TCU, aparentemente ainda não discutida, sustentada pelo Núcleo da Cidadania Petroleira (NCP), presidida pelo Édson Almeida, da Bahia e que tem também toda a possibilidade de ser aceita e acabar se somando às nossas denúncias.

Sérgio Salgado

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