Um golpe profundo sobre o setor naval brasileiro

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Um golpe profundo sobre o setor naval brasileiro
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De acordo com a matéria publicada hoje (27) no jornal O Globo, o escândalo de corrupção na Petrobras assestou um golpe profundo sobre a cadeia do setor naval. A Enseada Indústria Naval (EIN), consórcio formado pela Odebrecht, OAS e UTC – além da japonesa Kawasaki Heavy Industries (KHI) – encerrará a partir de amanhã as obras do estaleiro Enseada Paraguaçu, na Bahia. O estaleiro – que estava com 82% das obras concluídas – foi criado para construir seis sondas para o pré-sal e foi contratada pela empresa Sete Brasil. A derrocada do empreendimento custará o emprego de cerca de 600 trabalhadores.

Um castelo de cartas

Com a crise da indústria naval, outros estaleiros como EAS, Jurong, Brasfels e Rio Grande, contratados pela Sete Brasil para construir outras 23 sondas para o pré-sal, deixaram de receber da empresa. Sem a liberação do empréstimo do BNDES, a Sete Brasil interrompeu o pagamento em novembro. Contratada para a construção de sete navios-sonda, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) deverá demitir 1,3 mil trabalhadores depois de ter um contrato encerrado de US$ 6 bilhões com a empresa.

Hoje, a Sete Brasil tem reunião marcada com frentes sindicais da indústria naval e da metalurgia de vários locais do Brasil. A empresa, responsável pela construção de 28 sondas de perfuração para a Petrobras, deve até agora US$ 850 milhões. Sem dinheiro para pagar os estaleiros contratados, ela precisa urgentemente do recursos públicos para ser salva e não gerar uma quebradeira generalizada no setor. Os bancos passaram a fazer demandas adicionais à Sete para liberar cerca de US$ 5 bilhões em financiamentos depois que tornou-se conhecido, este mês, o conteúdo da delação premiada do ex-diretor operacional da empresa, Pedro Barusco.

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