Executivos resistem a integrar Conselho da Petrobras e aguardam balanço, diz Folha

SÃO PAULO – Executivos e ex-executivos sondados para compor o Conselho de Administração da Petrobras (PETR3;PETR4) avisaram que só vão assumir o cargo após a publicação do resultado reconhecendo os desvios devido à corrupção na companhia, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo.

E o Planalto quer substituir os atuais ministros que possuem cadeira no Conselho por “estrelas” do setor privado e, assim, recuperar a credibilidade e resgatar a imagem da estatal, desgastada por conta das denúncias envolvendo a Operação Lava Jato.

Dentre alguns nomes cotados, estão Nildemar Secches (ex-presidente da Perdigão e presidente do Conselho de Administração da BRF) -, Rodolfo Landim (ex-BR Distribuidora e da EBX), Antonio Maciel (ex-Ford e atual Caoa Hyundai) e Josué Gomes (Coteminas e candidato derrotado ao Senado pelo PMDB-MG).

Além disso, destaca o jornal, Beto Sicupira (ABInbev) e Henrique Meirelles (ex-presidente do Banco Central e hoje na JBS/Friboi) também estão no radar do governo. Vale ressaltar que Meirelles já foi cotado para ser o presidente da estatal, enquanto Sicupira já foi cotado para a presidência do Conselho. Os cotados para o Conselho aguardam os números da companhia para saberem a real situação da empresa, mas também para se certificarem de que não enfrentarão eventuais processos judiciais em caso de irregularidades passadas, destaca o jornal.

Segundo especialistas têm dito nas últimas semanas, as perdas com corrupção devem girar em torno de US$ 10 bilhões no balanço da estatal, mas se considerarmos também as mudanças de projeções de projetos atuais e revisão de valor de outros projetos, a baixa pode atingir US$ 20 bilhões.

Além dos números, há também uma grande expectativa que a estatal apresente uma nota explicativa discriminando quanto de suas perdas se originou de propinas, assim como se a empresa tentará recuperar esse valor na Justiça. Importante destacar também se a companhia irá incluir em suas novas projeções o preço do petróleo, que tem tido forte queda nos últimos meses.

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