2015, o maior ano para Apple — desde 2014 feedly

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2015, o maior ano para Apple — desde 2014
// MacMagazine

Apple Watch2014: que ano! Era o que aguardamos no mínimo há cinco anos, quando o último grande produto da Apple foi lançado.

2014 chegou, e veio com tudo! Telas maiores para os iPhones (sim, no plural: de 4,7 e 5,5 polegadas); iMac com altíssima resolução 5K (antes mesmo de a 4K se popularizar no mundo); avanços nos sistemas operacionais e o principal: a entrada em uma nova categoria de produto (os vestíveis, com a chegada do Apple Watch) e de serviços (sistema de pagamento móvel, com o Apple Pay). Definitivamente 2014 foi um ano gigante, mas foi apenas o pontapé de uma nova Apple.

iPod

A linha de iPods foi, sem dúvidas, uma das mais importantes da Apple. E esse é o problema: ela foi, no passado. Em 2001, quando foi apresentado, seu slogan por si só era uma inovação: “1.000 músicas no seu bolso”. Um dispositivo extremamente portátil, com uma alta capacidade e uma bateria considerável.

O problema para a tão querida linha de iPods foi que ela começou a ser incorporada em outros produtos. Hoje temos o iPod dentro do iPhone, do iPad e do Apple Watch. Não faz muito sentido continuar existindo uma linha de produção, equipes e toda uma estrutura para um produto que foi absorvido pelos demais. Se os iPods ainda vendessem bem sem dúvida continuariam em pauta, mas a cada ano suas vendas despencam mais e mais.

iPod touch 5 geração

É lógico que existe um nicho de mercado. Existem pessoas que adoram seus iPods shuffle na academia, crianças que amam seus iPods touch… mas no âmbito geral, não há razão para atualizar nem dar mais tanta atenção aos iPods. Além disso, a Apple sempre foi uma empresa “focada em poucos produtos”. Com a chegada de novas linhas/categorias, as que não têm mais destaque tendem a ser descontinuadas com o passar do tempo, e minha aposta é que ao menos um iPod tenha o mesmo destino do classic, que foi descontinuado no ano passado — eu acredito que seja o nano, deixando apenas o shuffle e o touch, que mesmo assim “continuarão sem brilho”.

E qual seria a solução para eternizar a segunda revolução da Apple? Introduzi-la definitivamente nas demais linhas. O aplicativo Música (Music) voltaria a ser chamado de “iPod”, e traria consigo alguns recursos para que a marca do iPod nunca se perdesse. No conceito breve e meramente ilustrativo abaixo, vislumbro como poderia ser a chegada do “Click Wheel touch” (uma mescla da interface clássica dos iPods e do multi-touch).

Conceito Click Wheel Touch

O ato de aumentar/diminuir volume seria feito como antigamente, deslizando o círculo — a diferença é que agora ele seria apenas sensível ao toque.

Se teremos alguma atualização na linha? Acho muito difícil, mas se tivemos acredito na chegada do iPod touch de sexta geração, com Touch ID, Apple Pay e tela Retina HD de 4,7 polegadas.

iPad

Recentemente, no meu review do iPad Air 2, eu disse que ele é hoje o melhor tablet disponível no mercado, mas ainda peca em alguns pontos que se perpetuam desde os seus primeiros anos de vida. O iPad não tem um bom aproveitamento da tela gigante nem mesmo nos aplicativos da própria Apple, que dirá nos de terceiros. Acredito que esse seja o primeiro ponto a ser explorado pela Apple em 2015 — falarei mais sobre isso no tópico do iOS 9 —, mas também acho que teremos grandes saltos em hardware.

Começando pelo iPad Air 3, mantendo o mesmo design, porém ganhando uma tela Retina HD — particularmente insisto que não consigo ter a sensação de “tocar os pixels” como tenho no iPhone. Uma bateria com maior autonomia (mesmo a atual já sendo satisfatória), ganhos em processamento e gráficos com o A9/A9X, e, é claro, equiparando o sistema de câmera com o dos iPhones 6 (tornando a gravação de vídeos ainda superior).

Fortes rumores falam ainda na chegada de um iPad de 12 polegadas, e desde que o “mais-do-que rumorado” iPad mini ganhou vida em 2012 (eu, por exemplo, duvidava dele), tenho certeza de que isso um dia acontecerá. Já que não existem muitos “recursos” para se colocar no tablet, a tendência de criar novos tamanhos de telas (para pegar mais nichos de mercado) é iminente — ainda mais agora, que as vendas no último trimestre caíram 22%. Mesmo que Tim Cook explique isso de forma louvável, como queda do mercado geral de tablets e canibalização dos demais produtos, é um número muito ruim para uma empresa que se orgulha de estar sempre crescendo.

A parte mais interessante é que entre 2001 e 2008 a maioria dos protótipos dos iPads tinha telas maiores que 9,7 polegadas, mas não ganharam vida possivelmente por limitações técnicas da época — e não por falta de interesse. Eu teria facilmente hoje produtos com telas grandes (um MacBook de 17″ e um iPad de 12″, por exemplo).

iPad Pro

Trabalhar, editar fotos, jogar e assistir a vídeos numa tela de altíssima resolução sensível ao toque, e com uma bateria satisfatória, deve ser uma maravilha. E por isso a aposta tão alta em um iPad gigante. Mas qual seria nome dele? “iPad Pro”, “iPad Air 2-3 Plus”? Minhas aposta é em “iPad Air 3 Plus”. Este é o momento que vocês param e pensam: “O Thiago enlouqueceu, que nome mais anti-Apple.” Sim, não é o ideal, mas foi a Apple que inventou de colocar o “Air” ali no meio e, depois do ano passado (quando ela insistiu em ressurgir com a numeração nos tablets), esse é o nome mais plausível.

Linha de iPads (2015)

Mas por que não “iPad Pro”? Pois assim provavelmente teríamos um “iPad Pro”, um “iPad Air 3” e um “iPad mini 4”. Isso confundiria até consumidores mais antenados, imagine os menos informados! Por isso acho que esse iPad gigante será exatamente igual à próxima geração de tablets (o “iPad Air 3”), só que com o sufixo “Plus”. Ainda me arrisco a dizer que um dia teremos um “iPad Air 2/3/4 mini”, sendo exatamente igual ao de 9,7 polegadas (características e especificações técnicas), porém com uma tela menor.

O único diferencial plausível do “Plus” seria a existência de um sistema estéreo de alto-falantes, além de uma bateria mais parruda. Há também um rumor sobre uma stylus para o “iPad Air 3 Plus”. Eu nunca mais compro um iPad se isso se tornar realidade. 😛

A Apple desprezou com ênfase as stylus e eu tenho particular horror a esse tipo de acessório. Acho que a experiência de uso é *péssima*. Por outro lado, eu não sou exatamente o público-alvo desse produto — o acessório tem um apelo muito maior para quem usa o tablet com apps de desenho, etc. Resta saber se a Apple lançará mesmo isso ou se deixará esse mercado para outras empresas.

Sobre o lançamento oficial do iPad de 12 polegadas, duvido muito que ele seja feito sem a atualização do seu irmão menor. Também acho difícil ele pintar junto do Apple Watch, dividindo as atenções do público. Assim, acredito que será um daqueles rumores cozinhados lentamente até o final do ano — até outubro/novembro, quando finalmente a linha provavelmente será atualizada.

Quanto ao iPad mini, acredito que ele seja o que tem o futuro mais incerto na linha. Para a nomenclatura não ficar tão confusa, eles deverão manter esse iPad mini 3 por outro ano, deixando seu preço mais acessível. E tendo em vista que com o iPad Air se tornará cada vez mais portátil e leve, o iPad mini pode ter a sua existência contestada num futuro não tão distante. Acredito também numa mudança nas opções de capacidade para os modelos, pensando nos saltos de preços entre cada linha sendo compensados pela capacidade.

Preços da linha de iPads

O salto entre os modelos do tablet seria de US$200; ao mesmo tempo, cada modelo ofereceria o dobro do modelo anterior — e dos preços praticados atualmente.

Beats

Em breve a maior aquisição já feita na história da Apple completará um ano, e acredito que em 2015 veremos as primeiras mudanças na nova subsidiária.

Beats adquirida pela Apple

Acredito que o primeiro produto “Apple Beats” será o fone que acompanhará o Apple Watch. Como sabemos, o relógio inteligente da Apple não tem entrada para fone de ouvido e duvido muitíssimo que ela não anunciará um “EarPods Wireless by Apple Beats” no evento de lançamento do Watch.

Além dele, a linha deverá ser bastante enxugada. E mesmo com a perpetuação da marca Beats, uma Maçã – ainda que discreta — deverá ser adicionada às embalagens e aos manuais dos produtos.

Conceito de app para o Apple Watch - Beats

O serviço Beats Music — ainda não disponível do Brasil — já é considerado da Apple e a integração com o sistema deverá ser fortificada na próxima atualização. Apostaria numa fusão entre o Beats Music e o iTunes Radio, resultando num aplicativo dedicado/nativo tanto para o iOS quanto para o Watch.

iPhone

O atual carro-chefe da empresa merece uma atenção especial e, depois de 2014, ano em que ganhou seu maior salto na história, acho difícil a Apple lançar uma linha “s” por uma razão muito especial: recordes de venda. Neste momento, o iPhone 6 é muito mais do que o iPhone 5 era na época do lançamento do iPhone 5s, então aplicar a mesma receita de anos passados não deverá se repetir em 2015.

iPhones 6 e 6 Plus

A diferença de design entre o iPad Air e o Air 2 é nula, exceto pela diferença de espessura entre ambos e pelo botão de mudo que sumiu no Air de segunda geração. Acredito que a mesma coisa acontecerá agora com os iPhones. Teremos os iPhones 7 e 7 Plus mais finos e com algumas mudanças externas, mas não um design claramente renovado. Que tal uma espessura de 6,1mm, equivalente ao iPad Air 2 e ao iPod touch de quinta geração? Ou quem sabe uma câmera sem protuberância…

A redução representaria respectivamente 12% e 15% em relação aos iPhones 6 e 6 Plus e já traria a sensação de “novo” que eles precisam passar numa grande atualização. Muitas pessoas devem pensar: por que não deixar ele menos finos e com mais bateria? Porque ser mais fino chama mais atenção e está na filosofia da empresa. Cada vez mais fino com menos bateria e mais bonito.

Mas bateria também deverá ser um dos pontos altos dos novos iPhones. Se o A8 é muito mais econômico do que o A7, imaginem o que um ano de trabalho (com foco nisso) podem proporcionar à nova geração de smartphones! Não é apenas a dimensão da bateria que determina seu poder…

Além de mais finos, um novo processador e mais autonomia na bateria, o maior salto nas câmeras também é aguardado para a próxima geração de iPhones. Uma lente de altíssima qualidade de 21MP a qual promete fotos “com qualidade DSLR”, auto-exposição a luz aprimorada, além de gravação de vídeos em 4K parecem fazer parte dos planos da Apple.

A câmera frontal também deverá ser atualizada — ainda mais com a onda de selfies que não passa. Uma boa pedida para os novos iPhones seria um sistema de áudio aprimorado, uma vez que não adianta fazer um vídeo excelente com áudio “meia boca”.

Também é falado sobre a tecnologia Force Touch, presente no Apple Watch. Ela possibilita não só o reconhecimento do toque como também a força aplicada pelo usuário, distinguindo um toque de uma “pressionada”. Isso sem dúvidas permitiria muitos avanços e novas possibilidades para aplicativos e serviços.

Sobre os rumores recorrentes (tela de safira, resistência a agua e carregamento sem fio), o único que descartaria de cara é o primeiro. Apesar de ele ser mais resistente a riscos, é mais suscetível a quebras — a atual tela de “ion-x” já bastante satisfatória.

Acredito que continuaremos tendo novos iPhones em setembro, disponíveis em dois modelos diferentes (4,7 e 5,5 polegadas), com três capacidades (32GB, 64GB e 128GB) e nas mesmas cores atuais (cinza espacial, prateado e dourado) — quem sabe com a adição de um vermelho, estreitando ainda mais os laços com a organização (RED).

Mac

Este ano também promete trazer mudanças significantes na linha de computadores, especialmente na dos portáteis. Se pararmos para pensar, a última grande atualização de design ocorreu em 2013 com o surpreendente Mac Pro, mas tanto o iMac quanto os MacBooks perpetuam o mesmo estilo já adotado há anos.

No caso do iMac estamos falando de outubro de 2012, quando ele ganhou um design significativamente mais fino. Mas nada se comparado à atualização do ano passado, quando ele ganhou uma das telas de maior resolução disponível no mercado (5K). Em 2015 é aguardado que o grande salto de resolução chegue também ao modelo menor, de 21,5 polegadas. Todavia, nada muito surpreendente é aguardado.

O mesmo não pode ser dito para os MacBooks. A última grande atualização para a linha Pro ocorreu também em 2012, quando além da tela Retina e uma arquitetura interna totalmente reformulada, sua dimensões foram drasticamente reduzidas. Enquanto isso, a linha Air se contenta com atualizações medianas e nada realmente novo desde 2010.

Tenho para mim que neste ano teremos uma grande mexida no cenário dos computadores portáteis da Apple, a começar ainda no primeiro semestre pela chegada da nova linha: apenas MacBook, substituindo os MacBooks Air. Disponível numa versão única de 12 polegadas — tirando os modelos atuais de 11,6 e 13,3 polegadas de cena —, esse MacBook promete dar continuidade à filosofia introduzida em 2008 com o primeiro MacBook Air, precursora dos atuais ultrabooks.

Mockup do suposto novo MacBook Air de 12 polegadas

Contando com tela Retina, design verdadeiramente fino, alto poder de processamento, poderosa bateria e com o número de E/S (entradas e saídas) reduzido, acredito que teremos novamente “o futuro dos computadores” sendo revelado pela Apple. Num chute um pouco mais alto e com menos embasamento nos rumores, apostaria ainda que a Apple tem a intenção, sim, de unificar as linhas Air e Pro — e com essa suposta descontinuidade da linha Air isso ficaria mais evidente.

No primeiro momento teríamos apenas o MacBook (renovado e com 12 polegadas) e os atuais MacBooks Pro (de 13 e 15 polegadas). No entanto, nada me surpreenderia se mais para o final do ano a Apple introduzisse um novo MacBook (novamente, apenas MacBook) com tela entre 14 e 16 polegadas, focando numa futura descontinuidade da linha Pro.

Ainda que ele seja ultrafino, seu tamanho maior poderá permitir mais E/S que os usuários profissionais tanto amam e precisam — e daria continuidade à ideia de não expandir/complicar muito a gama de produtos da empresa, e sim simplificá-la.

Quanto aos recursos dessa nova linha, vejo dois impasses. O primeiro é a iminente redução de E/S, que poderia ser explorada com um novo periférico portátil de armazenamento de dados que se conecta ao Mac via Bluetooth — ou alguma outra tecnologia sem fio, de forma prática e intuitiva —, tornando o fato de ter apenas uma porta USB disponível um problema menor. Apesar de assustar, quando a Apple abandonou o disquete, o FireWire, o drive óptico e as outras tecnologias, no primeiro momento também foi um choque. A única parte chata é que eles realmente não conseguiram impulsionar o mercado de acessórios Thunderbolt — e se esse MacBook vier sem uma porta Thunderbolt, muito provavelmente este será o primeiro indício de que a Apple não aposta mais na tecnologia.

Mockup do suposto novo MacBook Air de 12 polegadas

O segundo impasse é o Touch ID. Tanto os iPhones quanto iPads já contam com o sensor de impressão digital avançado da Apple. Mas na minha visão, o problema de trazer ele ao Mac é totalmente atrelado à segurança. O iOS é muito mais fechado do que o OS X, e pode ser que por conta dessa abertura maior do sistema operacional, esse recurso não chegue agora.

iOS 9 + OS X

Surpreendentemente já estamos no segundo mês do ano e não temos nenhum rumor forte sobre os principais recursos dos próximos sistemas operacionais da Apple — os quais deverão ser apresentados na WWDC (no meio do ano).

Ilustração para iOS 9 e OS X 10.11

Acredito que as maiores apostas sejam o que não veio ainda, com um ou dois recursos “novos” e ainda não imaginados/divulgados. Além de uma continuidade na integração cada vez maior entre os sistemas, acho que podemos esperar um recurso que conecte o Touch ID do iPhone/iPad ao Mac — via Bluetooth ou Wi-Fi —, permitindo o desbloqueio do computador sem que ele tenha acesso à impressão digital do usuário de fato. Ainda focando na integração, acho mais do que plausível a Siri finalmente (finalmente mesmo, após quatro anos!) chegar ao Mac. E quem sabe ela não possa interagir entre aparelhos, como por exemplo, configurar uma rota do Mapas ou ajustar um alarme no iPhone pela Siri do Mac.

Siri - iOS 6 vs. iOS 7

Falando em Siri, no ano passado a Apple esteve procurando por profissionais especializados em serviço de voz em nosso idioma, e após as vendas de iPhone no mercado brasileiro terem dobrado (sim, dobrado!), tenho fé de que chegou a nossa vez. Isso sem falar na pressão externa, com a Cortana (assistente pessoal da Microsoft) se aprimorando cada vez mais. A chegada do Apple Watch, que naturalmente conta muito com o serviço de voz, também pode impulsionar avanços — além do impulso ao CarPlay, que ainda não decolou.

Central de Controle - OS X Yosemite

A Apple considerou ainda levar a Central de Controle do iOS para o OS X, mas por algum problema — acredito que a interface não estaria madura ainda — ela preferiu cancelar/adiar a chegada do recurso. E pelos últimos acontecimentos, não se arrependeram disso.

Widget do iTunes 12.1

Na última atualização do iTunes, a Apple adicionou o widget do player à Central de Notificações…

Além disso, a própria presença do “Não Perturbe” indica que a Central de Controle específica não ganhará vida — e sim que teremos cada vez mais uma Central de Notificações turbinada. Particularmente, achei de muito bom gosto; não sei se no Mac, com telas entre 11,6 e 27 polegadas, faria sentido ter duas centrais paralelas.

Fotos para OS X

Falando em projetos adiados, acreditem ou não o novo aplicativo Fotos para OS X foi *limado* do site da empresa — mesmo já tendo sido apresentado na WWDC do ano passado e anteriormente prometido para o “início de 2015”.

Sabemos que esses períodos amplos da Apple geralmente são grandes eufemismos para “não sabemos quando lançaremos, mas planejamos que seja nos próximos seis meses”. Pode ser que até antes da WWDC (deste ano) ele pinte por aí, mas ponho mais fé numa brincadeira do Craig Federighi no palco, dizendo que atrasou mais e que, agora, ela está pronto e vem no OS X 10.11. A pior parte disso tudo é que a própria empresa já havia se pronunciado e confirmado que o iPhoto e o Aperture serão descontinuados.

Para o iOS 9 espero também uma grande atualização no que tange ao aproveitamento de telas. Hoje temos disponíveis telas de dispositivos iOS com 4, 4,7, 5,5, 7,9 e 9,7 — quem sabe futuramente uma de 12,2 polegadas; a Apple não pode continuar empurrando com a barriga a otimização de seus aplicativos que mais parecem versões esticadas em todas elas. Do que adianta ter 12 polegadas quando os recursos são os mesmo que numa tela de 4,7 polegadas? Chegou a hora de as equipes de UI/UX entrarem em ação e resolverem isso!

Apostaria também no tão clamado aplicativo de gerenciamento de arquivo no iOS. Não sei o que falta para colocarem um Finder/iCloud Drive no iOS a fim de gerenciarmos todos os nossos documentos, fotos e arquivos disponíveis.

Ambos os sistemas deverão estar disponíveis para testes em junho e liberados em algum momento do outono no hemisfério norte. Minha aposta pessoal para o nome do OS X 10.11: Big Sur.

Apple TV

O set-up box da Apple é definitivamente um produto que vive mais de especulação do que de resultado. Prova disso é que desde 2012 não temos uma atualização de hardware. Há quatro anos não temos um avanço significante na interface e nos recursos. Mesmo assim, de tempos em tempos o produto é alvo de rumores e de uma “grande atualização em processo”. Acredito que 2015 seja finalmente o ano de uma nova Apple TV chegar ao mercado, afinal, não é de hoje que a empresa confirma abertamente se tratar de um mercado interessante e promissor. Depois de atingir vendas de 25 milhões de unidades, a Apple TV tende a deixar de ser apenas um hobby.

A começar pelo hardware, a atual Apple TV é equipada com um processador A5, Wi-Fi 802.11n e suporte a telas Full HD (1080p). No *mínimo* a evolução natural é que ela passe a ser equipada com os processadores mais recentes, A8/A8X/A9, Wi-Fi 802.11ac e ganhe suporte às telas de altíssimas resoluções 4K.

Um rumor recorrente é a possibilidade de ela ganhar um sistema parecido com o Kinect (da Microsoft), possibilitando interações com o dispositivo através de movimentos. Além disso, ela poderia também substituir o AirPort Express, se tornando um media center e um roteador Wi-Fi — o que faz bastante sentido.

Se esses cinco pontos (processamento, conectividade, altíssima resolução, interatividade e AirPort) forem atendidos, eu já estaria mais do que satisfeito com o produto. Até mesmo porque não espero nenhuma grande novidade no que se refere ao design, ao menos em sua carcaça.

Conceito de novo Apple TV Software

O design da interface — esse sim — muito me interessa. A interface atual já se arrasta há muito tempo e, para o que oferece hoje, já não comporta uma experiência tão boa. O primeiro ponto do novo sistema operacional (o Apple TV Software 8.0) seria esse. Além disso, desde março de 2012 já se clama sobre a tão sonhada chegada de aplicativos e a abertura da App Store e de um SDK (software development kit, ou kit de desenvolvimento de software) para a Apple TV devem ser pontos-chaves no atraso do projeto.

Criar uma boa experiência para aplicativos de terceiros não deve estar sendo um trabalho fácil e, sendo bastante pessimista, acredito que essa seja a razão de não vermos ainda a App Store chegando junto da quarta geração da Apple TV.

Um outro ponto deverá ser explorado são os serviços oferecidos por ela. Muito se comentou que a Apple teria tentando até mesmo “excluir” as grandes operadoras de cabo da jogada (lidando diretamente com quem cria o conteúdo). Tudo indica, porém, que ela não conseguiu firmar as parcerias necessárias para isso e estaria estudando uma novo formato. Eu não me surpreenderia em ter, por exemplo, um canal da FOX no novo set-up box pelo qual seria possível fazer assinatura de conteúdos específicos — ou ainda de canais específicos.

No cenário que julgo mais provável, os rumores acerca da Apple TV vão se reaquecer após o lançamento do Apple Watch — querendo ou não, o wearable poderá ser parte integrante dos novos recursos — e se arrastando até o final do ano com fortes possibilidades de ser empurrado para o início de 2016; talvez essa nova Apple TV seja apresentada no mesmo estilo do Apple Watch (bem antes do seu lançamento oficial), contando com as novidades de hardware, o software recriado e novos serviços — e apenas mais para frente a chegada da App Store.

Apple Watch

O principal produto de 2014 entrará na conta de 2015. O Apple Watch é inegavelmente o filho prodígio de Tim Cook. Ele aposta todas as suas fichas nele e espera se imortalizar. Se o relógio vingar — e eu acho que ele tem tudo para isso —, o CEO poderá colocar a cabeça no travesseiro com a sensação de dever cumprido na era pós-Jobs.

Apple Watch

O Apple Watch é de longe um dos produtos mais arriscados da empresa por ser ao mesmo indispensável para uns e totalmente supérfluo para outros. Um produto de nicho tem muito disso, mas o risco é grande quando a atenção a ele é enaltecida e especialmente quando uma empresa do porte da Apple aposta tantos seguimentos em um só produto.

Um produto de comunicação, saúde, fitness… um artigo de luxo/estilo, um meio de pagamento e, de quebra, um complemento ao iPhone: nunca um produto pode ter tantas funções implícitas e em junho, quando a API (application programming interface, ou interface de programação de aplicações) completa for liberada para os desenvolvedores, essa lista crescerá substancialmente.

No primeiro momento, os desenvolvedores só possuirão acesso aos Glances e às notificações, mas na WWDC 2015 o acesso completo às APIs será dado, possibilitando aplicativos totalmente dedicados e nativos. Por isso, espero um final do ano animado para esse produto.

Mesmo apostando forte, a Apple sabe que até o produto engatar no gosto popular suas vendas não chegarão nem perto do carro-chefe (o iPhone), que no último trimestre vendeu incríveis 74,4 milhões de unidades. Ele também não deve chegar ao patamar dos pouco mais de 20 milhões de iPads e 5,5 milhões de Macs vendidos no fim de 2014. Num chute livre, para a Apple considerar a missão cumprida já no primeiro ano, acredito que as vendas devam ser de 30-40 milhões no ano.

Um dos meus pontos favoritos nesse lançamento é aquela emoção de imaginar cada detalhe (como será a caixa, o manual, a embalagem das pulseiras, o setup pelo aplicativo no iPhone, etc). Emoção essa que só temos quando a Apple lança um produto totalmente novo, e não só a continuação de algo que já conhecemos.

No demais, pelo que já sabemos, acho o Apple Watch extremamente lindo. Pretendo adquirir o relógio padrão com o máximo possível de pulseiras. Poucos são os pontos que eu discordo da companhia, como a forma de recarregar, tela retangular… — apesar de saber que inúmeros protótipos foram feitos e cada não-decisão deve ter uma razão perfeitamente explicável.

Apple Watch branco, de frente e de lado

Confesso que estou muito ansioso para a primeira apresentação do ano, que deverá ocorrer já nas próximas semanas. Nela veremos os últimos detalhes do Apple Watch, onde sele será inicialmente vendido, seus preços, etc. Lembram a loucura internacional que foi o lançamento do último iPhone? Imaginem agora um produto com “milhares de combinações” possíveis!

O passo-a-passo das vendas deve ser assim: escolher a coleção (Sport, Watch ou Edition), a cor, o tamanho (38mm ou 42mm) e por fim, a pulseira. Mesmo sabendo que eles contarão com alguma capacidade interna, duvido muito que o usuário possa escolher isso. No máximo uma variação padrão, sem que a escolha seja feita pelos clientes. Exemplo: o Watch viria com uma capacidade enquanto o Sport, com outra.

Sobre os preços, outra grande incógnita. Até o momento sabemos que o modelo mais básico custará US$350. Imagino (concordando com o pessoal do 9to5Mac) que esse seja o preço para o modelo de 38mm na versão de plástico e sem tela de safira (o Apple Watch Sport). Imagino que o salto para o modelo (42mm) seja de algo em torno de US$50-100; o Apple Watch de aço inoxidável de 38mm sairia por US$500, já o modelo de 42mm, entre US$550-600; sobre a Edition, rumores apontam para preços entre US$1.000 e US$5.000 — eu prefiro não arriscar…

Esses detalhes, além das dimensões da tela, do aparelho, peso, especificações, preços, vendas das pulseiras à parte, resistência a água e, é claro, a data de lançamento, serão esclarecidos em algum momento até abril — dia este que Tim Cook aguarda ansiosamente.

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Enviado via iPhone de Abdo Gavinho

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